1001Ferramentas
🚌Geradores

Gerador de Bilhete de Ônibus (fake)

Gera dados de bilhete de ônibus fictício: nº bilhete, origem, destino, data, hora, poltrona e empresa. Útil para mockups de viagem.


  

Como funciona o número do bilhete de ônibus no Brasil

O transporte rodoviário intermunicipal e interestadual de passageiros no Brasil é operado por centenas de empresas privadas — Itapemirim, Cometa, Catarinense, Garcia, Eucatur, Andorinha, Útil, Pluna e tantas outras. Cada uma emite seus próprios números de bilhete, tradicionalmente como inteiros sequenciais por série. Até aproximadamente 2018, o documento fiscal era o CRT — Conhecimento Rodoviário de Transporte de Passageiros em papel. Entre 2018 e 2020 a maioria dos estados migrou para o equivalente eletrônico, o BP-e — Bilhete de Passagem Eletrônico, modelo 63.

O BP-e carrega uma chave de acesso de 44 dígitos quase idêntica à da NF-e: UF + AAMM + CNPJ + mod(63) + série + nNF + tpEmis + cNF + cDV. A transportadora assina o XML com certificado digital A1/A3, transmite à SEFAZ do estado e só então imprime (ou envia por e-mail) o DABPE — o comprovante legível com o QR Code que o passageiro usa no embarque.

O que aparece no bilhete

  • Número sequencial e série atribuídos pela empresa;
  • Data e hora de emissão, CNPJ da transportadora e razão social;
  • Origem / destino (terminais), plataforma de embarque e horário;
  • Poltrona e categoria de serviço;
  • Valor da passagem, pedágio, seguro, taxa de embarque e total pago;
  • Chave de acesso BP-e e QR Code para consulta na SEFAZ.

Categorias de serviço e preço

As empresas oferecem várias categorias de serviço, com tabelas de tarifa homologadas pela ANTT — Agência Nacional de Transportes Terrestres nas linhas interestaduais. As mais comuns são convencional (poltrona reclinável básica, mais barata), semileito (mais largo, mais reclinação), executivo (intermediário, normalmente com sanitário a bordo) e leito-cama (praticamente plano, premium). Em rotas longas como São Paulo–Recife ou Porto Alegre–Belém, o leito pode custar 2 a 3 vezes mais que o convencional.

Vendas online e agregadores

A maior parte dos brasileiros hoje compra passagem por marketplaces — ClickBus, Buser, Bookbus, 99passagens, Maxbus — em vez do guichê da viação. Essas plataformas adicionam seu próprio código localizador ao número do bilhete da empresa, e a chave de acesso BP-e geralmente aparece no e-mail de confirmação ou no PDF do voucher.

Perguntas frequentes

O BP-e é obrigatório em todo o Brasil? Sim na grande maioria dos estados. A migração começou em 2018 e por volta de 2020 praticamente toda linha interestadual já exigia BP-e. Algumas linhas municipais e pequenas viações intermunicipais ainda operam com o CRT antigo em papel, mas para sites como ClickBus e Buser o BP-e é universal.

Posso cancelar a passagem online? Em geral sim. O Decreto 2.521/1998 e a Lei 10.671/2003 garantem reembolso de até 80% se o cancelamento for feito com pelo menos três horas de antecedência; remarcar normalmente sai mais barato (cerca de 5% de taxa). Buser, ClickBus e as principais viações suportam cancelamento online.

O bilhete físico ainda existe? Tecnicamente sim — algumas empresas pequenas ainda imprimem DABPE em papel — mas o documento fiscal continua sendo o BP-e eletrônico. O papel é apenas uma representação impressa, não o registro legal.

Os números desta ferramenta são reais? Não. Eles seguem o formato visual de um número e série emitidos por viação, mas não constam de nenhuma SEFAZ. Use para mock data, protótipos de UI, testes automatizados e telas de onboarding — nunca para burlar tarifa ou simular reserva real.

Ferramentas Relacionadas