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Gerador de Hash RIPEMD-160 (Aprox.)

Hash RIPEMD-160 aproximado por SHA-1 (compatível em comprimento). Para RIPEMD-160 real use forge.

RIPEMD-160: o hash europeu que sustenta os endereços do Bitcoin

O RIPEMD-160 (RACE Integrity Primitives Evaluation Message Digest) é uma função de hash criptográfica publicada em 1996 por Hans Dobbertin, Antoon Bosselaers e Bart Preneel na Universidade Católica de Leuven, Bélgica. Ele nasceu do projeto europeu RIPE (Race Integrity Primitives Evaluation, 1988–1993), o equivalente europeu do esforço norte-americano que gerou o SHA. A saída tem 160 bits (20 bytes, 40 caracteres hexadecimais), o mesmo tamanho do SHA-1, mas com um desenho interno bem diferente.

O RIPEMD original (1992, 128 bits) era estruturalmente parecido com o MD4 e foi quebrado em 2004. O RIPEMD-160 — junto das variantes 128/256/320 — foi a redesign reforçada. Sua função de compressão roda duas linhas de processamento paralelas com funções de rodada e constantes diferentes, combinadas ao final. Essa estrutura defensiva torna ataques diferenciais muito mais difíceis que em hashes single-line da família MD.

Por que o Bitcoin usa RIPEMD-160

A aplicação mais famosa do RIPEMD-160 é dentro do endereço Bitcoin. Um endereço P2PKH (Pay-to-Public-Key-Hash) padrão é calculado como:

endereco = Base58Check( 0x00 || RIPEMD-160( SHA-256( chave_publica ) ) )

Comprimir 32 bytes para 20 mantém os endereços curtos o suficiente para representação em Base58. Satoshi optou também por defesa em profundidade: uma quebra apenas do SHA-256, ou apenas do RIPEMD-160, não compromete o endereço. O Ethereum, em contraste, usa só Keccak-256.

Segurança e desempenho

O RIPEMD-160 mira 80 bits de resistência a colisão — abaixo dos 128 bits do SHA-256, mas sem ataque prático conhecido em 2026. A velocidade é comparável à do SHA-1. Crucialmente, ele nunca foi patenteado, diferente de muitos designs da época — essa abertura ajudou na adoção em criptomoedas. Outros usuários históricos: TrueCrypt (HMAC-RIPEMD-160 dentro do cabeçalho do volume) e OpenPGP em fingerprints de chave.

Quando usar hoje

  • Ferramentas Bitcoin / criptomoedas — qualquer código que lide com endereços P2PKH ou programas de testemunha BIP-141.
  • Fingerprints de identidade onde 160 bits bastam e colisões não são adversariais.
  • Evitar para novas assinaturas de uso geral ou TLS — escolha SHA-256, SHA-3 ou BLAKE2/3.

Perguntas frequentes

O RIPEMD-160 ainda é seguro? Sim para identificação não-adversarial (fingerprints, derivação de endereço). Nenhum ataque prático de colisão foi publicado até 2026, mas a margem de segurança de 80 bits está bem abaixo da recomendação moderna de 128 bits.

Como ele se compara ao SHA-1? Mesmo tamanho de saída e velocidade similar, mas o RIPEMD-160 resistiu melhor à criptoanálise — colisões em SHA-1 foram demonstradas (SHAttered, 2017), enquanto o RIPEMD-160 não tem nenhuma. Também é um padrão europeu aberto, sem histórico de patente.

O Bitcoin vai migrar para outro hash? Não há proposta ativa. O Taproot (BIP-341) já usa SHA-256 internamente em novos tipos de endereço, mas endereços P2PKH legados manterão RIPEMD-160 essencialmente para sempre por compatibilidade retroativa.

A ferramenta envia meus dados para algum servidor? Não. O hash é calculado inteiramente no seu navegador via JavaScript — a entrada nunca sai da página.

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