Gerador de Hash MD4
Calcula o hash MD4 de uma string. MD4 é um algoritmo legado (1990) usado em NTLM. Não use para senhas.
MD4: um hash quebrado que se recusa a morrer
O MD4 (Message-Digest 4) foi desenhado por Ronald Rivest, no MIT, em 1990 como um hash rápido baseado em palavras de 32 bits para a Internet primitiva. Produz um digest de 128 bits (16 bytes, 32 caracteres hexadecimais) e foi o ancestral direto do MD5 — Rivest publicou o MD5 um ano depois como uma extensão reforçada após surgirem as primeiras fraquezas. O MD4 está criptograficamente quebrado: Hans Dobbertin demonstrou um ataque prático de colisão em 1995, e ataques modernos encontram colisões em cerca de 50 microssegundos em um notebook. Não existe uso responsável de MD4 em qualquer sistema novo que dependa de segurança.
Apesar de morto como primitiva criptográfica, o MD4 é surpreendentemente comum em infraestrutura legada. Seu papel mais famoso é o hash NT LAN Manager (NTLM) usado pelo Windows para autenticação de domínio: um hash NTLM é literalmente MD4(UTF-16-LE(senha)). O Active Directory ainda aceita NTLM em 2026 por compatibilidade, e por isso os ataques de Pass-the-Hash seguem entre os achados mais comuns em pentests corporativos. O MD4 também vive no esquema de identificação de arquivos do eDonkey 2000 / eMule (formato de URL ed2k://) e em algumas configurações antigas do Cisco IOS.
Quão quebrado é "quebrado"?
A criptanálise evoluiu do teórico ao industrial: Dobbertin (1995) → Wang et al. (2005) → ferramentas automatizadas modernas. Hoje GPUs comuns rodando Hashcat ou John the Ripper atacam MD4 a bilhões de tentativas por segundo. Uma senha NTLM de 7 letras minúsculas cai em menos de um minuto em uma única GPU classe RTX. A função é portanto inadequada para hashing de senha, integridade de arquivos contra adversário, assinaturas digitais ou qualquer contexto que dependa de resistência a colisão ou preimagem.
MD4 vs MD5 vs SHA-1
Os três descendem da mesma família Merkle–Damgård e os três estão quebrados:
- MD4 (1990) — 128 bits, colisões em microssegundos.
- MD5 (1991) — 128 bits, colisões desde 2004 (Wang), chosen-prefix collisions desde 2008.
- SHA-1 (1995) — 160 bits, colisão completa demonstrada pelo Google em 2017 (SHAttered).
Os padrões seguros atuais são SHA-256 ou SHA-3 para hashing de uso geral, e BLAKE3 quando a velocidade é crítica.
Mitigando NTLM em ambientes reais
Se você administra redes Windows, prefira Kerberos em vez de NTLM, ative o Credential Guard, audite os eventos de autenticação NTLM (Event ID 8004) e considere adicionar contas privilegiadas ao grupo Protected Users. A Microsoft vem depreciando o NTLM ao longo de várias versões do Windows Server — configure RestrictReceivingNTLMTraffic de forma agressiva em GPO sempre que viável.
Perguntas frequentes
Posso usar MD4 como checksum de arquivo? Somente contra corrupção acidental — jamais contra um atacante motivado. Mesmo para uso não adversarial, CRC32 ou BLAKE3 são escolhas melhores em 2026.
MD4 é mais rápido que MD5? Sim, MD4 usa 3 rodadas contra 4 do MD5, sendo cerca de 30% mais rápido. Nenhuma vantagem de velocidade justifica seu uso; ambos estão igualmente quebrados para fins de segurança.
Algum sistema vivo em produção ainda depende de MD4? Sim — toda instalação de Active Directory que ainda permite autenticação NTLM, todo índice de arquivos compatível com eDonkey e diversos equipamentos embarcados. O risco criptográfico se concentra no NTLM e em Pass-the-Hash.
Por que a ferramenta oferece MD4? Para fins educacionais, desafios de CTF, testes de compatibilidade com sistemas legados e engenharia reversa. Gerar um hash NTLM a partir de uma senha conhecida para validar um parser é um uso legítimo.
A ferramenta envia meus dados para algum servidor? Não. O hash é calculado no navegador via JavaScript — nada é transmitido.
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