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Gerador de Hash Whirlpool (Aprox.)

Hash Whirlpool aproximado via SHA-512 (apresentação didática). Para Whirlpool real use forge/CryptoJS.

Whirlpool: o hash de 512 bits do co-autor do AES

O Whirlpool é uma função de hash criptográfica publicada em 2000 por Vincent Rijmen (co-autor do AES/Rijndael) e Paulo S. L. M. Barreto. Produz uma saída fixa de 512 bits (64 bytes, 128 caracteres hexadecimais). O nome é uma homenagem à galáxia Whirlpool (M51). O Whirlpool foi um dos algoritmos recomendados pelo projeto europeu NESSIE (New European Schemes for Signatures, Integrity and Encryption, 2000–2003) e acabou padronizado na ISO/IEC 10118-3:2018 dentro do catálogo de funções de hash dedicadas.

Internamente, o Whirlpool usa a construção Miyaguchi–Preneel sobre uma cifra de bloco dedicada de 512 bits chamada W, fortemente inspirada no AES: opera sobre um estado de 8×8 bytes com S-box, ShiftRows, MixColumns e AddRoundKey semelhantes, mas com 10 rodadas e estado maior. Três versões foram publicadas — Whirlpool-0 (2000), Whirlpool-T (2001, S-box aprimorada) e o Whirlpool final (2003); a versão de 2003 é a referenciada pela ISO e pelo OpenSSL.

Trade-offs de performance e segurança

O Whirlpool é mais lento que o SHA-2 em software puro: CPUs desktop atingem cerca de 200 MB/s com Whirlpool, contra 400+ MB/s do SHA-256 e vários gigabytes por segundo com BLAKE3. Não há instrução de CPU dedicada ao Whirlpool (diferente das instruções SHA-NI de Intel/AMD e das extensões de criptografia ARMv8 para SHA-256). Do lado da segurança, não há ataque público que tenha quebrado o Whirlpool completo, mas ele recebeu muito menos análise acadêmica que SHA-2 ou SHA-3 — a ausência de ataques pode refletir tanto força intrínseca quanto falta de atenção.

Usos no mundo real

O caso de uso mais conhecido é o TrueCrypt e seu sucessor VeraCrypt, onde o Whirlpool é um hash selecionável para derivação de chave de volume desde o início dos anos 2000. Fora desse ecossistema a adoção é modesta: TLS, o PKI da web, as principais blockchains e a maioria dos checksums de distribuição padronizaram-se no SHA-2. Há suporte em ferramentas como OpenSSL (openssl dgst -whirlpool), libgcrypt e Python via hashlib.new('whirlpool') quando o OpenSSL subjacente inclui os providers legacy.

$ echo -n "olá" | openssl dgst -whirlpool
WHIRLPOOL(stdin)= 9c1d4f1a...e6c5

Por que a adoção foi limitada?

Mérito técnico sozinho não vence disputas de padrão. Quando o Whirlpool foi publicado em 2000, o governo dos EUA já tinha se comprometido com o SHA-2 (FIPS 180-2, 2002) e depois conduziu a competição aberta SHA-3. A indústria segue NIST e IETF; sem um padrinho nesses organismos, o Whirlpool ficou em nicho — algoritmo sólido, ecossistema estreito.

Perguntas frequentes

O Whirlpool é seguro hoje? Não há quebra pública, portanto para usos não críticos é aceitável. Para projetos novos, prefira SHA-512 ou SHA-3-512 — têm muito mais criptanálise por trás e estão disponíveis em qualquer ambiente.

Whirlpool ou SHA-512 para integridade de arquivo? O SHA-512 é a escolha institucional mais segura: tamanho de saída equivalente (512 bits), suporte muito mais amplo em ferramentas e aceleração por hardware em CPUs modernas.

Posso usar Whirlpool para armazenar senhas? Não. Hashes genéricos — Whirlpool, SHA-2, BLAKE3, todos — são projetados para serem rápidos, exatamente a propriedade indesejável para senhas. Use Argon2id, scrypt ou bcrypt.

O VeraCrypt ainda suporta Whirlpool? Sim. O VeraCrypt 1.x continua listando Whirlpool ao lado de SHA-256, SHA-512, BLAKE2s e Streebog como opção de derivação de chave do header.

A ferramenta envia meus dados para algum servidor? Não. O hash é calculado totalmente no lado cliente, no seu navegador.

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