Cifra Beaufort
Cifra Beaufort (variante simétrica da Vigenère).
Cifrado
—
A cifra que decifra a si mesma
Quem estuda criptografia clássica trava no mesmo ponto: Vigenère, Beaufort e a variante Beaufort usam a mesma tabula recta, têm fórmulas quase idênticas e produzem resultados diferentes. Aí o exercício não bate com o gabarito e você não sabe se errou a conta ou a convenção. Ver a subtração acontecendo letra a letra resolve a dúvida mais rápido do que reler a definição.
Beaufort calcula C = (K − P) mod 26, com a chave repetida ciclicamente sobre o texto. Inverter a ordem da subtração tem uma consequência elegante: a cifra é involutiva. Cifrar o texto cifrado com a mesma chave devolve o original. HELLO com a chave KEY vira DANZQ; DANZQ com KEY volta para HELLO. Vigenère, que soma (P + K), não faz isso, e a chamada variante Beaufort (P − K) também não é involutiva.
O campo de texto converte para maiúsculas e descarta tudo que não é A-Z, inclusive acentos: AÇÃO vira AO, então translitere para ACAO antes de colar. A chave é usada como você digitou, e caracteres fora de A-Z nela geram deslocamentos sem sentido em vez de erro; chave vazia devolve saída em branco. Serve para estudo, CTF e geocaching, não para proteger nada de verdade: com algumas dezenas de letras, o índice de coincidência entrega o tamanho da chave. O cálculo roda no navegador, sem envio de dados.
Perguntas frequentes
Como faço para decifrar?
Qual a diferença para a cifra de Vigenère?
Posso usar números, espaços ou acentos?
Ferramentas Relacionadas
Cifra Vernam (One-Time Pad)
Cifra Vernam XOR byte-a-byte com chave de mesmo tamanho. Saída hex.
Cifra de Hill 2×2
Cifra texto com matriz 2×2 mod 26 (cifra de Hill) — explicação algébrica e checagem de invertibilidade da chave.
Cifra Polybius Square
Criptografe e decifre mensagens com o quadrado de Políbio, que converte cada letra em um par de dígitos numa tabela 5×5 (com I e J juntos).