Progressão de Acordes (I-IV-V)
Gere progressões de acordes clássicas (I-IV-V, I-V-vi-IV, ii-V-I e mais) em qualquer tonalidade. Ótimo ponto de partida para compor músicas e treinar harmonia.
Acordes
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Progressões de acordes em algarismos romanos
Uma progressão de acordes é uma sequência harmônica que dá direção a uma música. A teoria musical rotula cada acorde pelo seu grau na escala usando algarismos romanos, para que a mesma progressão possa ser transposta para qualquer tonalidade sem reescrever os nomes. Em Dó maior os acordes diatônicos são I = C, ii = Dm, iii = Em, IV = F, V = G, vi = Am e vii° = Bdim. Maiúsculas indicam acordes maiores; minúsculas, menores; o círculo marca um diminuto. Aplique a mesma fórmula a Sol maior e você obtém G, Am, Bm, C, D, Em, F#dim — a relação é idêntica, mesmo que todos os nomes tenham mudado.
Um punhado de progressões responde pela maioria dos hits pop. I-V-vi-IV é a "Axis of Awesome", esqueleto de Don't Stop Believing, Let It Be, With or Without You e No Woman No Cry. I-IV-V é a espinha do blues de 12 compassos, do rock'n'roll e da maior parte do country. ii-V-I é a cadência que todo estudante de jazz decora primeiro. vi-IV-I-V move Despacito, Faded e Africa. I-vi-IV-V — a progressão doo-wop — definiu o pop dos anos 50 e reaparece em Stand By Me e Earth Angel.
Funções tonais: tônica, subdominante, dominante
Todo acorde diatônico cumpre um de três papéis funcionais. A tônica (I, iii, vi) é casa — soa estável e resolvida. A subdominante (ii, IV) se afasta de casa e cria movimento. A dominante (V, vii°) cria tensão que quer voltar à tônica. Praticamente toda progressão é uma viagem por essas três funções. As resoluções clássicas são as cadências: perfeita V-I (final, conclusiva), plagal IV-I (a cadência do "amém"), interrompida V-vi (enganadora, prepara outra frase) e suspensa qualquer-V (deixa em aberto, fecha versos).
Recursos avançados: dominantes secundários, empréstimo modal, substituto tritônico
Quando o leque diatônico fica curto, compositores buscam cores externas. Um dominante secundário (notado V/V, "cinco de cinco") empresta o dominante de um acorde não-tônica para prepará-lo: em Dó maior, D7 é V/V porque resolve naturalmente em G. Acordes emprestados importam um acorde da tonalidade homônima menor — usar iv (Fm) ou bVII (Bb) dentro de Dó maior acrescenta melancolia sem modular. Empréstimo modal generaliza a ideia para qualquer modo paralelo. O substituto tritônico, central no jazz, troca um dominante pelo que está a um trítono de distância e compartilha as notas-guia: G7 vira Db7, e o baixo desce cromaticamente até C.
Ferramentas e softwares para estudar progressões
Online, o Hooktheory publica estatísticas de quais progressões aparecem em quais hits da Billboard, e o Chordify detecta acordes em qualquer vídeo do YouTube. Para compor, toda DAW moderna — GarageBand, Reaper, Ableton Live, FL Studio, Logic Pro — traz geradores de chord track ou plugins MIDI como o Scaler 2 que sugerem continuações diatônicas. O iReal Pro é a referência para músicos de jazz estudando standards.
Perguntas frequentes
Posso compor uma música com qualquer progressão? Em princípio sim, mas a coerência importa: o ouvido precisa de uma sensação de casa e movimento. Progressões aleatórias soam desconexas. Comece por um esqueleto consagrado (I-V-vi-IV é imbatível no pop) e só quebre depois de entender por que funciona.
A tonalidade afeta o som da progressão? A relação de intervalos não muda — I-V-vi-IV em Dó e em Sol soam idênticos do ponto de vista melódico. O que muda é o timbre no instrumento: tonalidades com cordas soltas (E, A, G, D) brilham mais no violão; tonalidades com muitas teclas pretas (Db, F#) têm digitação diferente no piano.
Qual progressão um iniciante deve começar? I-V-vi-IV para pop e canção, ou I-IV-V para blues, rock e country. Ambas destravam milhares de músicas imediatamente e são a base de qualquer ideia mais complexa.
Qual a diferença entre V e V7? V é uma tríade maior pura no quinto grau (G, B, D em Dó maior). V7 acrescenta a sétima menor (G, B, D, F), criando uma atração mais forte para a tônica porque o trítono F-B quer resolver em E-C. A maioria do pop usa V puro; blues e jazz preferem V7 pela tensão extra.
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