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Gerador de Comprovante Bancário (mockup)

Gera texto de comprovante de transferência/Pix/TED fictício. Útil para testes UI — NUNCA USAR em transações reais.


  

Como um comprovante bancário é estruturado

O comprovante bancário é a prova digital ou impressa de uma transação — transferência, depósito, pagamento de boleto ou saque — gerada pelo internet/mobile banking. Após a modernização dos meios de pagamento brasileiros, o cenário mudou: o DOC foi descontinuado pela FEBRABAN em fevereiro de 2024, a maioria dos bancos parou de oferecer TED para pessoa jurídica, e o PIX (no ar desde novembro de 2020) virou o principal instrumento. Um comprovante-mock é útil para desenho de UX, testes de integração com APIs de open finance, prototipagem de apps financeiros e tutoriais — mas é um vetor notório de fraude em marketplaces e OLX, então as regras de uso lícito são rígidas.

Um comprovante traz tipicamente o nome do remetente e CPF/CNPJ, o banco de origem (identificado pelo ISPB), agência e conta, o nome do destinatário e CPF/CNPJ, banco/agência/conta de destino, valor, data/hora e um identificador da transação. O formato varia: End-to-End ID para PIX (E[ISPB][YYYYMMDDhhmm][rand], 32 caracteres, único globalmente), NUMTRANSF para TED, e sequência interna do banco para pagamento de boleto, sempre acompanhados de um código de autenticação que comprova a operação na instituição de origem.

PIX, rastreabilidade e MED

Todo PIX deixa rastro forense. O End-to-End ID permite ao Banco Central — por meio das instituições participantes — rastrear a conta de destino por anos, mesmo que o dinheiro já tenha sido movimentado. O MED (Mecanismo Especial de Devolução), criado pela Resolução BCB 103/2021, permite que vítima de fraude solicite a reversão de um PIX em até 80 dias; aprovado, o valor é bloqueado no destinatário e devolvido. É por isso que golpistas que usam comprovante falso para "provar" pagamento que nunca aconteceu acabam identificados.

Como verificar um comprovante de verdade

  • Abra o app do seu banco e confira o saldo da conta — nunca confie em screenshot nem em PDF.
  • Compare o End-to-End ID com o lançamento no extrato.
  • Use a página de validação de comprovante do banco (a maioria publica uma) e cole o código de autenticação.
  • Para PIX recebido de desconhecido em marketplace, aguarde a notificação do banco — instantâneo são segundos, não minutos.

Usos legítimos do gerador

  • Desenho de UX para apps de banco, PFMs e softwares de contabilidade.
  • Mock data para testes de integração com endpoints de open finance (BACEN Fase 3).
  • Treinamento de caixas e analistas de prevenção à fraude para reconhecer comprovante adulterado.
  • Tutoriais no YouTube e Udemy sobre finanças pessoais e contabilidade.

Perguntas frequentes

Posso mandar isso para um vendedor fingindo que paguei? Não — é o clássico crime de estelionato (Código Penal art. 171), pena de 1 a 5 anos; a forma qualificada em meio eletrônico, pela Lei 14.155/2021, chega a 4 a 8 anos mais multa, e a vítima ainda pode acionar o MED para reverter PIX relacionado.

Posso usar para testar um app de finanças pessoais? Sim — comprovantes sintéticos são excelentes para testar parsing, OCR e classificação por categoria sem expor dado real de conta.

Comprovante digital tem a mesma validade jurídica que o físico? Sim. Desde a MP 2.200-2/2001, que instituiu a ICP-Brasil, documento eletrônico assinado com certificado válido tem o mesmo valor legal da via em papel; mesmo comprovantes sem assinatura são aceitos como prova quando combinados com o extrato bancário.

O gerador envia algo? Não — a geração é totalmente local, no navegador. Nenhum dado sai da página.

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