Círculo de Quintas
Exibe a sequência completa do círculo de quintas (maior) a partir de Dó.
Círculo (12 tons)
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O Círculo de Quintas, mapa da música tonal
O Círculo de Quintas é um diagrama que dispõe as doze alturas da música ocidental em um anel, em que cada passo no sentido horário sobe uma quinta justa. Partindo de C e seguindo em sentido horário você obtém C → G → D → A → E → B → F# → C# → Ab → Eb → Bb → F → C. No sentido horário, cada tom adiciona um sustenido à armadura; no sentido anti-horário (o Círculo de Quartas), adiciona um bemol. É o diagrama mais útil da teoria tonal — compositores, arranjadores, jazzistas e letristas mantêm um na cabeça.
O círculo foi publicado pela primeira vez pelo teórico ucraniano Nikolay Diletsky em seu tratado de 1679 Idea Grammatiki Musikiyskoy e refinado por Johann David Heinichen em Der General-Bass in der Composition (1728). Sua ascensão acompanhou a adoção do temperamento igual, que finalmente tornou todas as doze tonalidades igualmente tocáveis em instrumentos de tecla — o Cravo Bem Temperado de Bach (1722) provou o ponto com um prelúdio e uma fuga em cada tonalidade.
Modulação e relações tonais
Quanto mais próximas duas tonalidades estiverem no círculo, mais suave é a modulação entre elas. C e G são vizinhos (compartilham seis das sete notas), então passar de um verso em C para um refrão em G mal é percebido; C para F# (o lado oposto) é uma virada dramática usada para impacto emocional. Toda tonalidade maior também tem uma menor relativa três passos no sentido horário no anel interno: C maior compartilha armadura com A menor, G maior com E menor, e assim por diante. Compositores exploram isso o tempo todo para alternar trechos claros e sombrios sem trocar de armadura.
Truques de memorização
No Brasil costuma-se memorizar a ordem dos sustenidos como Fá Dó Sol Ré Lá Mi Si e a ordem dos bemóis na ordem inversa — Si Mi Lá Ré Sol Dó Fá. Baixistas frequentemente decoram o lado dos bemóis pela sequência BEAD-GCF, que também aparece nas cordas dos próprios instrumentos graves. Uma vez automática a ordem, descobrir a armadura de qualquer tonalidade maior ou menor fica instantâneo.
Além do diatônico: harmonia negativa e Coltrane Changes
Teóricos modernos usam o círculo para movimentos mais exóticos. A harmonia negativa, popularizada por Ernst Levy e retomada por Jacob Collier, reflete acordes pelo eixo entre C e F# para gerar suas contrapartes "sombra". Os Coltrane Changes (motor harmônico de Giant Steps) abandonam o círculo diatônico, ciclando por três tonalidades a uma terça maior de distância. As duas ideias só fazem sentido depois que o círculo básico está internalizado.
Perguntas frequentes
O círculo tem 12 ou 7 notas? Doze tonalidades, cada uma construída sobre uma das doze alturas cromáticas. Cada tonalidade individual ainda usa uma escala diatônica de sete notas — o círculo é o mapa de como essas tonalidades se relacionam.
Vale também para modos? Sim. A intercâmbio modal — pegar emprestados acordes de um modo paralelo — é mais fácil de visualizar no círculo, já que cada modo "rotaciona" os acordes diatônicos em torno do mesmo eixo.
Compositores de pop realmente usam? O tempo todo. A clássica cadência ii - V - I é uma caminhada de dois passos no sentido anti-horário pelo círculo, e é a espinha dorsal do jazz, do R&B e da maioria das baladas pop.
Qual é a modulação mais fácil? Um passo horário ou anti-horário — por exemplo C para G ou C para F. Compartilham seis das sete notas, então o ouvido mal percebe o novo centro tonal.
Ferramentas Relacionadas
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