Dose Equivalente de Radiação
Calcule a dose equivalente H = D × WR (Sv) a partir da dose absorvida (Gy) e do fator de ponderação WR do tipo de radiação.
H (Sv)
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Dose equivalente: H (Sv) = D (Gy) x w_R
A dose equivalente em sievert (Sv) pega a dose absorvida em gray (Gy) e a transforma numa medida de dano biológico, multiplicando pelo fator de qualidade w_R (radiation weighting factor). Em raios X, gama e radiação beta, w_R = 1, então H e D acabam com o mesmo valor numérico. As partículas alfa têm w_R = 20, ou seja, vinte vezes mais dano por Gy. Os nêutrons ficam entre 5 e 20, dependendo da energia. Para ver como isso funciona na prática: 0,01 Gy de raios X dá 0,01 Sv, ou 10 mSv, enquanto esses mesmos 0,01 Gy de alfa dão 0,20 Sv, ou 200 mSv.
Doses de referência
Alguns valores para ter noção da escala: um raio-X de tórax fica em torno de 0,1 mSv, uma mamografia perto de 0,4 mSv e uma tomografia computadorizada de tórax cerca de 7 mSv. A radiação natural terrestre gira em torno de 2,4 mSv/ano, subindo em terreno granítico, e um voo intercontinental acrescenta uns 30 microSv. No Brasil o limite ocupacional da CNEN é de 50 mSv/ano, com o limite para o público em 1 mSv/ano. A mesma ideia aparece em radioproteção (CNEN NN 3.01), radiologia médica, medicina nuclear e dosimetria de tripulações.
FAQ
Qual a diferença entre Gy e Sv? O Gy mede a energia absorvida por kg, uma grandeza puramente física. O Sv pega essa energia e a pondera pelo tipo de radiação, então reflete o dano biológico.
E a dose efetiva (também em Sv)? Você pega a dose equivalente e multiplica pelo fator de tecido w_T, já que cada órgão tem uma sensibilidade diferente. A dose efetiva é o número reportado em exposição de corpo inteiro.
De onde vêm doses de partículas alfa? Vêm de contaminação interna por radônio, urânio, plutônio ou polônio-210. Fora do corpo, uma folha de papel já barra a radiação alfa, então o risco real está em inalar ou ingerir a fonte.
Uma tomografia de tórax é perigosa? Uma única TC de 7 mSv adiciona cerca de 0,04% ao risco vitalício de câncer. É pouco diante do benefício clínico, mas deixa de ser desprezível quando as imagens se repetem.
Ferramentas Relacionadas
Dose Coletiva
Calcula a dose coletiva, S = dose individual média · número de pessoas, em pessoa-sievert (pessoa-Sv), somando a dose recebida por todo um grupo exposto. É a grandeza usada para avaliar o impacto total de uma exposição numa população — em proteção radiológica, otimização de práticas e estudos epidemiológicos. Mesmo doses individuais pequenas, multiplicadas por muitas pessoas, geram uma dose coletiva significativa. Informe a dose individual média e o número de pessoas.
Dose Efetiva
Calcula a dose efetiva, E = H·wT, multiplicando a dose equivalente em um órgão (H, em mSv) pelo fator de ponderação tecidual (wT) que reflete a radiossensibilidade do tecido. Enquanto a dose equivalente considera o tipo de radiação, a dose efetiva pondera o risco conforme o órgão irradiado (gônadas e medula são mais sensíveis que pele ou osso). É a grandeza usada nos limites de dose ocupacionais. Informe a dose equivalente e o fator de ponderação tecidual.
Lei do Inverso do Quadrado (Radiação)
Calcula a intensidade de radiação a uma nova distância de uma fonte pontual, I₂ = I₁·(d₁/d₂)², pela lei do inverso do quadrado: a intensidade cai com o quadrado da distância. Dobrar a distância reduz a dose a um quarto — por isso a distância é uma das três defesas básicas da radioproteção (tempo, distância e blindagem) e a mais eficaz e barata. Informe a intensidade e a distância iniciais e a nova distância.
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