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Dominante Secundária

Identifica V/x de cada grau diatônico (ex: V/ii em Dó = A7). Mostra V/ii, V/iii, V/IV, V/V, V/vi.

V/ii V/iii V/IV V/V V/vi

Dominantes secundárias: regra e exemplo

Uma dominante secundária é um acorde de sétima dominante que resolve em outro acorde diatônico em vez da tônica, "tonicizando" esse acorde por um instante. A notação V7/V ("cinco de cinco") nada mais é do que o V7 do acorde que normalmente faz o papel de V. Pegue Dó Maior: V7/V = D7 (resolve em G), V7/IV = C7 (resolve em F), V7/ii = A7 (resolve em Dm) e V7/vi = E7 (resolve em Am). O acorde traz cor harmônica, mas a tonalidade permanece a mesma.

Contexto e aplicações

As dominantes secundárias estão por toda parte na bossa nova, no jazz e no pop. "Here Comes the Sun", dos Beatles, recorre a V7/V no trecho "sun, sun, sun...". As composições de Tom Jobim (Garota de Ipanema, Wave) se apoiam bastante em V7/ii e V7/vi. No jazz, o II–V–I se estica com dominantes secundárias até virar ciclos estendidos, já que qualquer acorde pode ser abordado pelo seu próprio V7. Quando você analisa MPB, choro ou os standards do Great American Songbook, rotular e arranjar passa justamente por enxergar essas tonicizações.

Perguntas frequentes

A dominante secundária muda de tonalidade? Não. Ela toniciza o acorde-alvo por um tempo ou um compasso, e em seguida a tonalidade original volta a reger.

Como construo V7/X? Parta da fundamental de X, suba uma quinta justa e empilhe uma sétima dominante (1, 3, 5, ♭7) sobre a nota onde você chegar.

O que é o substituto tritônico? Trocar V7/X pela sétima dominante a um trítono de distância (por exemplo, D7 → A♭7 antes de G). É um clássico do jazz.

Por que V7/IV soa bluesy em maior? Porque ela traz o ♭7 da tônica (C7 em Dó Maior contém Si♭), que é justamente a nota responsável pela cara da escala blues.

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