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Validador de ISBN

Valide um ISBN de livro (ISBN-10 ou ISBN-13) conferindo o dígito verificador, com hífens ou espaços. Útil para bibliotecas, livrarias e catálogos editoriais.

Validação de ISBN: o que o algoritmo realmente verifica

O ISBN — International Standard Book Number é o identificador mundial das publicações monográficas, definido pela ISO 2108. Validar um ISBN é provar três coisas ao mesmo tempo: que a string tem o comprimento correto (10 ou 13 dígitos, ignorando hífens e espaços), que todas as posições estão no alfabeto permitido (dígitos 0-9, com a letra X tolerada apenas na última posição de um ISBN-10) e que o dígito verificador bate com a aritmética calculada a partir dos dígitos anteriores. Esta página roda a matemática inteiramente no navegador — nada é enviado.

Dois formatos convivem no mercado. O ISBN-10 era o layout original de 1970 e ainda aparece em estoques legados; o ISBN-13 é obrigatório para todo título novo desde 1º de janeiro de 2007. O ISBN-13 começa com o prefixo GS1 978 ou 979, o que o torna idêntico ao código de barras EAN-13 impresso na contracapa. Validar os dois formatos exige dois algoritmos diferentes — fácil de confundir, então segue cada um por extenso.

Algoritmo ISBN-13 (mod 10)

Multiplique os doze primeiros dígitos alternadamente pelos pesos 1, 3, 1, 3, … (posição 1 recebe peso 1, posição 2 recebe peso 3, e assim por diante). Some os produtos, tire o resto da divisão por 10 e o dígito verificador é (10 - resto) mod 10. O mod 10 final cobre o caso em que o resto é 0, produzindo DV 0 e não 10. A saída é sempre um dígito de 0 a 9 — X nunca é válido em ISBN-13.

// 978-0-306-40615-?
digitos = [9,7,8,0,3,0,6,4,0,6,1,5]
soma    = 9*1 + 7*3 + 8*1 + 0*3 + 3*1 + 0*3
        + 6*1 + 4*3 + 0*1 + 6*3 + 1*1 + 5*3
        = 93
dv      = (10 - 93 % 10) % 10  = (10 - 3) % 10 = 7
// ISBN-13: 978-0-306-40615-7

Algoritmo ISBN-10 (mod 11)

Multiplique os nove primeiros dígitos pelos pesos decrescentes 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2. Some, tire o resto da divisão por 11 e o DV é (11 - resto) mod 11. Se o resultado for 10, escreve-se a letra romana X; se for 0, fica 0. Como o módulo 11 pode produzir dez valores possíveis, o alfabeto do DV é 0123456789X — onze símbolos. Esse é o único lugar onde um ISBN pode conter letra.

Conversão ISBN-10 ↔ ISBN-13

A conversão é mecânica: descarte o DV do ISBN-10, prefixe 978 aos 9 dígitos restantes e recalcule o DV pelo algoritmo do ISBN-13. O caminho inverso — de um ISBN-13 começado em 978 de volta para ISBN-10 — também é possível, mas ISBNs iniciados em 979 não têm equivalente ISBN-10 e não podem ser convertidos para trás. Um validador deve tratar as duas representações do mesmo título como equivalentes.

  • 0-306-40615-2 (ISBN-10) é a mesma edição que 978-0-306-40615-7 (ISBN-13).
  • 979-10-90636-07-1 só existe no formato ISBN-13.

Hifenização e grupos de registro

Os hífens são cosméticos e um validador deve removê-los antes de calcular. A posição deles, porém, é significativa — eles separam o número em prefixo, grupo de registro, registrante (editora), publicação e DV — e os blocos têm comprimento variável. Alguns grupos conhecidos: 0/1 área anglófona, 2 francófona, 3 germanófona, 4 Japão, 5 Rússia, 7 China, 84 Espanha, 85 Brasil, 88 Itália, 989 Portugal. No Brasil a agência oficial é a Câmara Brasileira do Livro (CBL), em parceria com a Biblioteca Nacional.

Onde a validação de ISBN é exigida

  • Sistemas de biblioteca: Koha, Evergreen, Aleph e Pergamum rejeitam ISBNs malformados no import.
  • E-commerce: Amazon Livros, Mercado Livre Livros e Estante Virtual usam o ISBN como chave primária da edição.
  • Citação acadêmica: APA, Vancouver e ABNT NBR 6023 aceitam ISBN como referência persistente para livros.
  • Catálogos coletivos: OCLC WorldCat e a rede SophiA fazem deduplicação por ISBN.
  • APIs externas: a Open Library (openlibrary.org/api/books?bibkeys=ISBN:…) e o Google Books exigem ISBN válido para retornar metadados.

Armadilhas comuns

  • Variação de hifenização: 1-58488-432-2 e 978-1-58488-432-3 apontam para o mesmo título; ambos devem passar.
  • O caractere X: a única letra permitida é X maiúsculo, exclusivamente na última posição de um ISBN-10. Validadores costumam aceitar x minúsculo após normalização.
  • OCR: confusões frequentes em livros escaneados são 0 vs O, 1 vs l, 5 vs S. O mod 11 pega a maioria das substituições de um dígito porque 11 é primo.
  • ISBN-A (actionable ISBN) é uma sobreposição DOI (10.978.x/y) e não é validado por esta ferramenta.
  • ISBN-T ("T de Tom") é uma piada antiga da internet — não é norma real.

FAQ

ISBN-10 ainda vale? Sim para estoque impresso antes de 2007, mas nenhum ISBN-10 novo é emitido há quase duas décadas. Toda obra nova sai em ISBN-13.

ISBN-13 pode ter X? Não. X só aparece no final de um ISBN-10 quando o mod 11 dá 10.

Um ISBN válido garante que o livro existe? Não. O algoritmo só verifica consistência matemática. Para provar que o título foi registrado, consulte Open Library, Google Books ou o portal da CBL.

Quanto custa um ISBN no Brasil? A CBL cobra cerca de R$ 50 por ISBN; nos EUA a Bowker vende avulsos a cerca de US$ 125 e pacotes de dez a cerca de US$ 295.

Os hífens são obrigatórios? Não. São decorativos, úteis para leitura humana. O validador deve normalizar a entrada antes de calcular o DV.

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