Validador de Domínio
Valide nomes de domínio segundo as RFCs 1034/1035: tamanho máximo, caracteres permitidos, label máximo de 63 chars, IDN. Suporta subdomínios. Tudo no navegador.
Validação de nome de domínio: RFC 1034/1035 na prática
Um nome de domínio é o endereço legível que resolve para um IP via a hierarquia DNS. Validar importa porque domínios mal formados quebram emissão de certificado SSL, entrega de e-mail, resolução DNS e APIs de registrador. As especificações autoritativas são a RFC 1034 (conceitos e facilidades) e a RFC 1035 (implementação), refinadas pela RFC 5891 para nomes internacionalizados. Juntas elas definem o que conta como nome sintaticamente válido antes de qualquer consulta DNS acontecer.
Formato: labels separados por pontos, comprimento total de até 253 caracteres, cada label entre 1 e 63 caracteres, contendo apenas letras ASCII, dígitos e hifens — e nunca começando ou terminando com hífen. O ponto final (a raiz) é implícito. Um regex básico cobre a maioria dos casos: ^[a-z0-9]([a-z0-9-]{0,61}[a-z0-9])?(\.[a-z0-9]([a-z0-9-]{0,61}[a-z0-9])?)*$. Esta ferramenta também rejeita labels puramente numéricos na posição mais à direita (TLDs nunca são só dígitos na Internet pública).
Nomes Internacionalizados (IDN) e punycode
Nomes com caracteres não-ASCII (brasíl.com, münchen.de, 北京.cn) são codificados como punycode com o prefixo xn-- antes de chegar ao DNS. brasíl vira xn--brasil-z9a e münchen vira xn--mnchen-3ya. Os navegadores exibem a forma Unicode para o usuário mas os resolvers sempre tratam a forma ASCII. Validadores devem aceitar ambas as representações: a forma Unicode precisa obedecer às regras do IDNA 2008 (RFC 5891) e a forma punycode precisa caber no regex ASCII acima.
TLDs: gTLD, ccTLD, sTLD e novos gTLDs
- gTLD (genérico):
.com,.net,.org,.io,.ai,.dev. Uso global, sem restrição geográfica. - ccTLD (código de país):
.br,.pt,.uk,.de,.fr. Duas letras, ISO 3166-1. - sTLD (patrocinado):
.gov,.edu,.mil,.aero. Restrito a comunidades específicas. - Novos gTLDs:
.app,.blog,.shop,.pizza,.tech. Expansão da ICANN em 2012, hoje com mais de 1.500 ativos.
A validação estrita também confere se o TLD existe na zona-raiz da IANA. Um nome como example.zzz passa no teste de sintaxe mas falha na delegação. Listas como a lista de TLDs da IANA são distribuídas em texto puro e podem ser cacheadas localmente.
Registro brasileiro .br
O NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) opera o registro .br via registro.br. O .br usa categorias de segundo nível em vez de nomes planos: .com.br (comercial), .org.br (sem fins lucrativos), .gov.br (governo, restrito), .edu.br (educação, restrito), .net.br (rede), .blog.br, .arq.br (arquitetos), .adv.br (advogados), .med.br (médicos). Algumas categorias exigem credenciais profissionais. Disputas de domínio são tratadas pela CASD-ND (Câmara de Solução de Disputas relativas a Nomes de Domínio).
Public Suffix List e o problema do co.uk
Dividir ingenuamente pelo último ponto falha em nomes como example.co.uk ou empresa.com.br: o TLD efetivo é co.uk, não uk. A Mozilla mantém a Public Suffix List (PSL), referência canônica para "onde começa a parte registrável". Bibliotecas como psl, tldjs e tldextract (Python) consomem a PSL para separar corretamente subdomínio, nome registrável e sufixo público.
const psl = require('psl')
psl.parse('www.exemplo.com.br')
// { tld: 'com.br', sld: 'exemplo', domain: 'exemplo.com.br', subdomain: 'www' }
WHOIS, DNSSEC e a HSTS preload list
O WHOIS retorna dados de titularidade e registrador; desde a LGPD/GDPR a maioria dos dados pessoais é ocultada para titulares pessoa física no Brasil e na União Europeia. O DNSSEC adiciona assinaturas criptográficas aos registros DNS — quando o registrador suporta, o dono do domínio publica um registro DS na zona pai. A HSTS preload list (embarcada em Chromium, Firefox e Safari) lista domínios que sempre devem ser acessados por HTTPS; a submissão em hstspreload.org é praticamente irreversível, então valide com cuidado antes de optar.
Certificados SSL e regras de wildcard
Um certificado TLS vale para os nomes exatos listados nos Subject Alternative Names (SAN). Wildcards como *.exemplo.com cobrem exatamente um nível de label — incluem www.exemplo.com e api.exemplo.com mas NÃO incluem a.b.exemplo.com nem o ápice exemplo.com em si. Para cobertura multinível você precisa de certificados separados ou Let's Encrypt com desafio DNS-01 emitindo um cert por subdomínio.
Perguntas frequentes
Esta ferramenta confere se o domínio realmente resolve? Não, a validação de sintaxe é offline. Resolver exige uma consulta DNS separada (dig, nslookup ou endpoints DoH como o 1.1.1.1 da Cloudflare).
Como faço para parsear co.uk direito? Use uma biblioteca apoiada na Public Suffix List. split('.') ingênuo quebra para sufixos públicos compostos (mais de 9.000 entradas na PSL).
Posso registrar um domínio IDN? Sim. Registradores aceitam tanto a forma Unicode quanto a forma punycode. O registrador armazena a representação ASCII xn-- e os navegadores modernos renderizam a label Unicode para o usuário.
Por que meu domínio aparece como "inválido" mas o navegador abre? Provavelmente um TLD com emoji ou um TLD privado (.local, .lan) usado em LAN. Validação para a Internet pública exige um TLD real delegado pela IANA.
Qual é o tamanho máximo mesmo? 253 caracteres no nome inteiro, 63 por label. Nomes acima de 253 são rejeitados na camada de protocolo e não podem ser consultados via DNS padrão.
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