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Validador de Chave Pix

Valida chaves Pix de qualquer tipo: CPF, CNPJ, email, telefone (+55) ou chave aleatória (UUID). Detecta o tipo automaticamente.

Quais são os tipos de chave Pix?

São 5 tipos de chave no Pix: CPF (11 dígitos), CNPJ (14 dígitos), e-mail, telefone com código do país (+55) e chave aleatória no formato UUID v4. A partir do formato, a ferramenta identifica de qual tipo se trata e, quando faz sentido, confere o checksum.

Nos casos de CPF e CNPJ, conferimos os dígitos verificadores pelo módulo 11. Quando a chave é e-mail ou telefone, o que pesa é o formato. E a chave aleatória passa pela checagem do padrão UUID. Repare que não há consulta ao registro do Pix, só uma validação da estrutura.

Validação local do começo ao fim. Nenhuma chave é transmitida.

Chave Pix: identificador único cadastrado no DICT do Banco Central

Uma chave Pix é um identificador amigável que aponta para uma conta transacional dentro do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. Em vez de digitar código do banco, agência, número da conta e CPF do titular, basta informar uma string curta — a chave — e o sistema recupera os dados subjacentes. A infraestrutura por trás disso é o DICT (Diretório de Identificadores de Contas Transacionais), um banco de dados centralizado operado pelo Banco Central do Brasil (BCB). Toda instituição participante do Pix consulta o DICT em tempo real quando uma transferência é iniciada.

O DICT impõe a regra de unicidade (uma chave, uma conta), coordena a portabilidade, intermedia reivindicações de posse e — desde a reforma de segurança do Bacen de 2025 — guarda marcações de fraude. Em outubro de 2025 o diretório tinha mais de 901 milhões de chaves, a maioria de pessoas físicas (858 milhões). Um app Pix resolve a chave em menos de um segundo e liquida 24/7. Este validador inspeciona a estrutura local da string e decide se ela está conforme um dos cinco formatos permitidos — não consulta o DICT e não confirma cadastro, mas pega erros de digitação antes que você envie dinheiro para um endereço inexistente.

Os cinco tipos de chave e seus formatos

O Pix aceita cinco categorias de chave, cada uma com formato estrito definido no Manual Operacional do DICT do BCB.

  • CPF — 11 dígitos com dígitos verificadores válidos pelo módulo 11. Um mesmo CPF pode ser chave Pix em apenas uma instituição por vez.
  • CNPJ — 14 dígitos, também validados pelo módulo 11. Uma empresa pode registrar uma chave CNPJ por raiz (8 primeiros dígitos), independentemente de filiais. Os novos CNPJs alfanuméricos (2026) seguem o mesmo módulo 11 sobre os códigos numéricos das letras.
  • E-mail — qualquer string com a gramática padrão (parte local, arroba e domínio com pelo menos um ponto). Limite de 77 caracteres; o banco envia mensagem de verificação antes de ativar.
  • Telefone celular — no formato E.164 (sinal de mais, código do país, DDD, número do assinante). Números brasileiros aparecem como +55 mais DDD de dois dígitos mais nove dígitos. Só celulares que podem receber SMS são aceitos.
  • Chave aleatória (EVP) — um UUID v4 de 36 caracteres gerado pelo DICT, como dbbf965d-677c-49ff-b9da-5131da1505f3, com versão 4 e variante em 8/9/a/b. Não revela nada sobre o titular — ideal para vendedores online e marketplaces.

Limites: 5 chaves por conta PF, 20 por conta PJ

Uma pessoa física pode ter até cinco chaves por conta transacional, em qualquer combinação dos cinco tipos. Uma pessoa jurídica pode ter até vinte chaves por conta. Os limites são por conta, não por pessoa. Se um usuário tenta cadastrar uma chave já vinculada a outro lugar, o DICT dispara uma reivindicação de posse: a instituição original é notificada, o usuário tem até sete dias corridos para confirmar ou negar e só depois do prazo é que a chave é transferida.

Portabilidade: a chave é da pessoa, não do banco

As chaves são portáveis. O cliente pode mover uma chave do Banco A para o B pedindo o cadastro no B; a nova instituição abre solicitação no DICT, a anterior é notificada e em minutos o vínculo é atualizado. Não há tarifa, saldo mínimo ou cláusula que impeça. O princípio é que a chave pertence ao cliente; a instituição apenas a hospeda. Vendedores e pagadores recorrentes não precisam atualizar cadastros quando o destinatário muda de banco.

O que esta ferramenta verifica localmente

A ferramenta remove espaços e tenta a regex de cada tipo (11 dígitos para CPF, 14 dígitos ou 12 caracteres alfanuméricos para CNPJ, E.164 para telefone, gramática RFC para e-mail e UUID v4 para chave aleatória), depois calcula os dígitos verificadores módulo 11 para CPF/CNPJ e rejeita sequências repetidas que passam no módulo 11 mas são sabidamente inválidas. Não pode contatar o DICT, então mesmo formato perfeito pode não estar cadastrado — sempre confira o nome do destinatário antes de confirmar.

Padrões de fraude para ficar atento

O Pix movimenta dinheiro em segundos e é amplamente irreversível, o que o tornou alvo prioritário de engenharia social. Os padrões mais frequentes relatados por bancos brasileiros e pela Polícia Federal incluem:

  • Falsa central do banco — golpista se passa por funcionário antifraude, alega que uma chave suspeita foi cadastrada em nome da vítima e pede um Pix para uma "conta segura". Bancos nunca pedem transferência para resolver nada.
  • QR Code de boleto adulterado — boleto legítimo interceptado por malware tem o QR Code substituído por outro que aponta para conta laranja. Layout idêntico; só a chave de destino muda.
  • Phishing de portabilidade — SMS ou e-mail falso pede para "confirmar" a portabilidade da chave. Clicar autoriza uma instituição hostil a capturá-la.
  • Destinatário trocado em marketplaces — atacante invade o chat do vendedor e troca a chave combinada pela própria. O comprador paga a pessoa errada.
  • Golpe do "Pix errado" — a vítima recebe um Pix inesperado e em seguida ligação pedindo devolução imediata para outra chave. O Pix original foi feito com conta roubada e será estornado depois, deixando a vítima no prejuízo.

Boas práticas para escolher e usar chaves Pix

  • Para vendas online e perfis públicos, prefira uma chave aleatória. Não expõe nada sobre você e pode ser rotacionada apagando e gerando outra.
  • Reserve chaves de CPF e telefone para o círculo de confiança — também são identificadores pessoais, e vazar fora do Pix tem consequências.
  • Nunca confirme uma portabilidade que você não iniciou. Se o banco enviar uma verificação inesperada, recuse e contate o suporte pelo aplicativo oficial.
  • Sempre leia o nome do destinatário antes de autorizar — uma divergência é o sinal mais forte de que algo está errado.
  • Ative o limite noturno do Pix e a função de contatos confiáveis disponíveis na maioria dos bancos desde 2024.
  • Se receber um Pix não solicitado, não devolva por sua conta. Abra disputa pelo banco para o estorno pelo MED (Mecanismo Especial de Devolução).

Perguntas frequentes

Esta ferramenta consulta o DICT? Não. Só checa estrutura local (regex, dígitos verificadores, formato). Acesso ao DICT é restrito a participantes Pix autorizados.

Por que minha chave aleatória tem 36 caracteres e não 32? A EVP é um UUID v4 na forma canônica com hífens (8-4-4-4-12 dígitos hex mais quatro hífens). Alguns apps mostram só os 32 dígitos, mas a forma completa é a que circula.

Posso ter duas chaves do mesmo tipo? Sim, dentro da cota por conta (5 para PF, 20 para PJ) e desde que cada chave seja única no sistema — por exemplo, dois e-mails diferentes.

E se uma chave for marcada como fraudulenta? Desde outubro de 2025, o BCB oculta chaves com marcação de fraude nas consultas ao DICT. Transferências falham com erro explícito, e o titular precisa limpar a marcação pela instituição.

Posso receber Pix sem chave? Sim. O pagador pode usar QR Code ou digitar banco, agência e conta manualmente. Chaves são comodidade, não requisito.

Valide uma chave Pix

Uma chave Pix pode ser de vários tipos (CPF, CNPJ, e-mail, telefone ou uma chave aleatória) e cada um segue um formato próprio. A ferramenta valida a chave e ainda detecta sozinha de que tipo ela é, conferindo se está bem formada.

No caso de CPF e CNPJ, ela checa o dígito verificador. Para telefone, olha o formato com o +55. Já para e-mail e chave aleatória (um UUID), confere a estrutura esperada. Vem a calhar quando você quer validar uma chave antes de cadastrá-la num sistema de pagamentos, ou só ver se a chave que alguém passou faz sentido.

Cole a chave Pix e o tipo e a validade aparecem na hora, sem que a chave saia para nenhum servidor. Tudo é processado dentro do navegador, com privacidade.

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