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Gerador de PIS com Data

Gera número de PIS/PASEP fictício acompanhado da data fictícia de cadastro. Para popular bases de teste com pares (número, data).


  

PIS com data: história, cadastro e o abono salarial

O PIS (Programa de Integração Social) foi criado pela Lei Complementar 7/1970, no governo Médici, sob o ministro da Fazenda Antonio Delfim Netto e com José Carlos Vieira de Souza (então presidente da Caixa Econômica Federal). A ideia original era distribuir o resultado das empresas aos trabalhadores da iniciativa privada por meio de uma conta individual alimentada por contribuição patronal — cada empregado tinha, literalmente, um saldo poupança em seu nome.

Da conta individual ao financiamento da seguridade

Após a Constituição de 1988, o antigo saldo do PIS foi congelado e o programa foi reaproveitado como fonte da seguridade social, via contribuições PIS/COFINS sobre o faturamento das empresas, além do abono salarial. Trabalhadores que tinham saldo antes de 1988 ainda podem sacar uma única vez — são as cotas do PIS antigo. O PASEP (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) segue o mesmo modelo para servidores, criado pela LC 8/1970 e administrado pelo Banco do Brasil. Os dois fundos foram unificados em 1976 e, hoje, PIS e PASEP funcionam essencialmente como um único identificador.

Cadastro no primeiro emprego e data de inscrição

O trabalhador é inscrito no PIS no primeiro contrato CLT — o empregador aciona o cadastro pelo eSocial e a Caixa devolve o número de 11 dígitos. A data de cadastro equivale à data da primeira admissão formal e aparece impressa na CTPS Digital. Servidores são inscritos no PASEP pelo órgão empregador. Após 1976 os dois cadastros passaram a se cruzar sob parceria Caixa/BB, e desde o eSocial (2018) a inscrição é automática para novos trabalhadores — o antigo cartão laranja do PIS deixou de ser emitido.

O abono salarial: quem tem direito e como recebe

Instituído pela Lei 7.998/1990, o abono salarial é um benefício anual de até um salário mínimo pago ao trabalhador que, no ano-base, recebeu em média até 2 salários mínimos, está cadastrado no PIS/PASEP há pelo menos 5 anos e trabalhou 30 dias ou mais com dados corretamente declarados em RAIS ou eSocial. O calendário de pagamento segue o mês de nascimento (PIS) ou o último dígito da inscrição (PASEP) e vai aproximadamente de fevereiro a agosto.

Conta FGTS e a integração moderna

A conta do FGTS na Caixa é chaveada pelo PIS — todo depósito mensal de 8% do empregador cai ali. O saque na rescisão, a consulta no app FGTS e o Saque-Aniversário usam o número PIS como referência. O eSocial centraliza folha, FGTS, GFIP e RAIS em torno do mesmo PIS/PASEP, portanto um dígito errado propaga erros para vários sistemas federais ao mesmo tempo.

Perguntas frequentes

Posso ter PIS sem trabalhar em regime CLT? Sim. MEI, autônomos e produtores rurais recebem um NIT (número irmão, com a mesma estrutura) e podem ter PIS também. O número gerado aqui simula o formato usado em qualquer um desses casos.

Tenho saldo de PIS antigo — ainda posso sacar? As cotas do PIS antigo (depósitos pré-1988) foram liberadas em rodadas sucessivas; hoje o direito de saque prescreve em 5 anos de inatividade. Após isso, o saldo não sacado vai para o Tesouro Nacional.

A data de inscrição muda minha alíquota de INSS? Não. As alíquotas do INSS dependem do salário mensal, não da data de inscrição do PIS. A data só importa para o quesito 5 anos do abono salarial.

Por que o gerador devolve uma data junto com o número? Porque sistemas fiscais e de RH precisam da tupla (PIS, data de cadastro) para testar eventos do eSocial S-2200 (admissão) e S-2299 (desligamento). A combinação deixa o fixture sintaticamente realista sem nunca tocar em cadastros reais.

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