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Gerador de Modo Grego

Gera as notas do modo grego escolhido a partir de uma tônica (Iônio, Dórico, Frígio, Lídio, Mixolídio, Eólio, Lócrio).

Notas do modo

Modos gregos, sete sabores da escala diatônica

Os modos gregos — também chamados de modos eclesiásticos — são as sete escalas que você obtém começando a escala maior em cada um de seus sete graus e tratando essa nota como a nova tônica. Compartilham o mesmo conjunto de notas, mas rearranjam o padrão de intervalos, e essa reorganização produz sete sabores emocionais muito diferentes. Os nomes (Iônio, Dórico, Frígio, Lídio, Mixolídio, Eólio, Lócrio) vêm da teoria grega antiga, embora copistas medievais tenham embaralhado os significados originais — o que hoje chamamos de "Dórico" não é o que Platão chamava de dórico.

A partir de C, os sete modos são: Iônio C D E F G A B (= escala maior), Dórico D E F G A B C (menor com 6ª natural — o queridinho do jazz), Frígio E F G A B C D (menor com 2ª bemol — flamenco e música espanhola), Lídio F G A B C D E (maior com 4ª aumentada — etéreo, onírico), Mixolídio G A B C D E F (maior com 7ª menor — blues e rock), Eólio A B C D E F G (= menor natural) e Lócrio B C D E F G A (diminuto — raramente usado como tônica).

Notas características — o que faz cada modo único

Cada modo tem uma nota característica: o único grau que o distingue do maior ou menor paralelo. A marca do Dórico é a 6ª natural, do Lídio a 4ª aumentada, do Frígio a 2ª menor, do Mixolídio a 7ª menor, e do Lócrio a 5ª diminuta. Compositores que querem evocar um modo apoiam-se constantemente na nota característica — Flying in a Blue Dream, de Joe Satriani, martela a #4 lídia, enquanto guitarristas de flamenco pivotam infinitamente sobre a b2 frígia.

Música modal no mundo real

A música modal dominou a Europa medieval e renascentista — o canto gregoriano é quase inteiramente modal. Depois de séculos de hegemonia maior/menor, Miles Davis trouxe os modos de volta em Kind of Blue (1959): So What são dezesseis compassos de Ré dórico, oito de Mib dórico, mais oito de Ré dórico. John Williams usa Lídio para magia e maravilhamento (o tema da Força), e Frígio Dominante para vilania. Guitarristas de metal adoram Frígio e seu primo dominante para riffs sombrios; Norwegian Wood, dos Beatles, é Mixolídio puro.

Intercâmbio modal e improvisação

O intercâmbio modal — pegar emprestados acordes de um modo paralelo — é uma das ferramentas mais poderosas do pop e do jazz. Um bVII numa tonalidade maior (ex.: Bb em Dó maior) é "emprestado" de Dó mixolídio, e você o ouve em Sweet Child o' Mine, Hey Jude e mil outros hits. Para improvisadores, o modo que combina com um acorde permite solar "por dentro" — Dórico sobre m7, Mixolídio sobre 7, Lídio sobre maj7. Dominar esse mapeamento acorde-modo é o rito de passagem do guitarrista de blues para o jazzista.

Perguntas frequentes

Que modo se toca sobre qual acorde? Os pares-padrão são Dórico sobre m7, Mixolídio sobre 7, Lídio sobre maj7 (#11), Eólio sobre m7 (natural) e Lócrio sobre m7b5 (meio-diminuto).

Eólio é o mesmo que menor natural? Sim — Eólio é literalmente a escala menor natural. Os outros "modos menores" (Dórico, Frígio, Lócrio) são variações com um ou dois graus alterados.

Como lembrar a ordem dos modos? O mnemônico "I Don't Particularly Like Modes A Lot" (Iônio, Dórico, Frígio, Lídio, Mixolídio, Eólio, Lócrio) funciona para a maioria dos estudantes.

Modos gregos são iguais às escalas gregas antigas? Não. Teóricos medievais pegaram emprestado os nomes, mas aplicaram a um sistema totalmente diferente. O que chamamos de música modal hoje é essencialmente uma invenção medieval, não algo clássico grego.

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