Gerador de Licença MIT
Gere o texto da licença MIT preenchido com seu nome e ano para seu projeto open source. Copie no arquivo LICENSE — a licença mais popular do GitHub.
A licença MIT explicada
A Licença MIT é uma licença open-source permissiva e curta, originada no Massachusetts Institute of Technology no final dos anos 1980 e popularizada nos anos 1990 através do X Window System. Com cerca de 170 palavras, é um dos textos de licença mais concisos que existem e figura consistentemente como a licença mais usada no GitHub. É aprovada pela OSI (Open Source Initiative) e classificada pela FSF como licença livre compatível com GPL.
A licença concede permissões muito amplas: usar, copiar, modificar, fundir, publicar, distribuir, sublicenciar e vender. Em troca impõe apenas duas condições: o aviso de copyright original e o texto completo da licença devem ser incluídos em qualquer cópia ou parte substancial do software, e o código é fornecido como está (as-is) com um forte WARRANTY DISCLAIMER que limita a responsabilidade do autor.
Projetos que utilizam
A MIT é padrão em milhares de projetos de grande impacto: jQuery, Node.js, Vue.js, React, Ruby on Rails, Express, Lodash e .NET Core, entre muitos outros. Sua brevidade e permissividade a tornam especialmente atraente para bibliotecas pequenas, design systems e templates iniciais, onde os mantenedores buscam adoção máxima com atrito jurídico mínimo.
MIT vs BSD vs Apache 2.0
- MIT vs BSD — praticamente idênticas em espírito; a MIT é mais curta e evita a cláusula de "não endosso" da BSD de 3 cláusulas.
- MIT vs Apache 2.0 — Apache 2.0 traz um grant de patente explícito e exige um arquivo
NOTICE; a MIT é silenciosa quanto a patentes, o que expõe usuários a reivindicações de patent trolls ligados aos contribuidores. - MIT vs GPL — a GPL é copyleft (derivados precisam continuar GPL); código MIT pode ser incorporado em projeto GPL, mas o resultado passa a ser regido pela GPL.
Variantes e SPDX
Existem variantes no estilo MIT: MIT-0 remove a obrigação de atribuição, X11 é a versão precursora Expat/MIT e Expat é a forma canônica curta. Para que ferramentas e pipelines de CI identifiquem a licença automaticamente, adicione o identificador SPDX no topo de cada arquivo fonte: // SPDX-License-Identifier: MIT. Em seguida, inclua um arquivo LICENSE com o texto completo na raiz do repositório.
Perguntas frequentes
Posso vender software liberado sob MIT? Sim. A licença permite explicitamente vender e sublicenciar. Você pode cobrar pelo binário, pelo suporte, pela hospedagem ou por qualquer combinação.
Alguém pode forkar meu código MIT e fechá-lo? Sim — esta é uma característica definidora das licenças permissivas. O fork pode ser proprietário desde que o aviso de copyright original seja preservado no fonte.
Contribuidores precisam devolver melhorias? Não. A MIT não é copyleft, então não há obrigação de compartilhar modificações com o projeto original.
A MIT me protege contra processos de patente? Não. Diferentemente da Apache 2.0, a MIT não contém grant explícito de patente. Se patentes forem uma preocupação real (saúde, telecom, ML), prefira Apache 2.0.
Aviso. Este gerador produz um modelo de licença — não constitui aconselhamento jurídico. Para produtos comerciais, estratégias de licenciamento duplo ou domínios com forte componente de patentes, consulte um advogado.
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