Nomes dos Graus da Escala
Lista os 7 graus de uma escala maior com nomes (Tônica, Supertônica, Mediante, Subdominante, Dominante, Superdominante, Sensível).
Graus
—
Graus da escala: tônica, dominante e os sete nomes
A teoria ocidental dá a cada nota da escala diatônica um número de 1 a 7 e um nome de origem latina que descreve sua relação com a tônica. O conjunto é 1 — Tônica, 2 — Supertônica, 3 — Mediante, 4 — Subdominante, 5 — Dominante, 6 — Submediante, 7 — Sensível e volta a 8 (1) — Tônica. A tônica é o centro tonal, a nota que parece "casa". A dominante é o segundo grau mais importante, uma quinta justa acima da tônica e fonte da maior atração para resolução. A subdominante fica uma quinta justa abaixo da tônica — essa relação espelhada explica o nome ("abaixo da dominante" como simetria, e não em número).
Em Dó maior os sete graus são C — D — E — F — G — A — B, com meios-tons entre 3-4 (E-F) e 7-8 (B-C). O sétimo grau, B, fica meio tom abaixo da tônica e puxa fortemente para cima — daí o nome sensível. A escala menor natural (Lá menor: A — B — C — D — E — F — G) tem a fórmula 1 — 2 — b3 — 4 — 5 — b6 — b7: não há sensível, só um tom inteiro entre G e A, então o sétimo grau passa a se chamar subtônica. Para recuperar a sensível, o repertório clássico eleva o sétimo grau, gerando a menor harmônica (1 — 2 — b3 — 4 — 5 — b6 — 7) — a segunda aumentada entre b6 e 7 produz aquele som "exótico" característico. A menor melódica eleva 6º e 7º graus subindo e volta à menor natural descendo.
Função: cada grau tem uma tendência
Os graus não são equivalentes. A tônica é estável. A dominante (5) quer resolver na tônica — essa atração é o motor da cadência perfeita V-I. A sensível (7) resolve para cima na tônica por meio tom. A subdominante (4) tende a cair em 3 ou ir para 5, produzindo a cadência plagal IV-I (a cadência do "amém"). Mediante (3) e submediante (6) são mais fracas mas coloriem a família da tônica — a submediante é a fundamental da relativa menor e aparece nas cadências de engano V-vi, em que o ouvido espera V-I. A supertônica (2) é a preparação padrão no jazz: todo ii-V-I a explora.
Solfejo: dó, ré, mi e a herança guidoniana
As sílabas Dó — Ré — Mi — Fá — Sol — Lá — Si vêm de Guido d'Arezzo, o monge beneditino do século XI que as construiu a partir das sílabas iniciais de um hino latino a São João Batista. Duas tradições de canto sobrevivem. O dó-fixo — usado na França, Itália, Espanha, Portugal e maior parte da América Latina, inclusive o Brasil — fixa o Dó na nota C: Dó é sempre C, em qualquer tonalidade. O dó-móvel — padrão no Reino Unido, EUA e Alemanha — fixa o Dó na tônica corrente, então o Dó se desloca a cada modulação. A Noviça Rebelde popularizou o dó-móvel internacionalmente. Dó-móvel treina ouvido relativo; dó-fixo treina ouvido absoluto e leitura cromática.
Empréstimo modal e graus alterados
Quando se conhecem os sete graus da escala maior, é possível tomar emprestado da menor paralela para colorir: bIII, bVI e bVII importados para uma tonalidade maior produzem o som de "empréstimo modal" do rock e do pop. A cadência bVII-IV-I ("cadência mixolídia") é marca dos Beatles; a subida bVI-bVII-I aparece em incontáveis trilhas de cinema. No Brasil, Tom Jobim explorou resoluções incomuns de graus em todo o catálogo da bossa nova. A harmonia funcional, codificada por Hugo Riemann no fim do século XIX, classifica cada acorde pela função que cumpre — tônica, subdominante ou dominante — e segue sendo a base do currículo de qualquer conservatório.
Perguntas frequentes
O solfejo é universal? Não. Dó-fixo e dó-móvel discordam sobre o que "Dó" significa, e os corais ingleses usam "Ti" enquanto o sistema italiano original usa "Si". Os nomes de letra (A-G) são universais; as sílabas de solfejo são uma pedagogia local.
Qual a diferença entre o 7º grau na maior e na menor? A maior tem sensível — meio tom abaixo da tônica, com forte atração para cima. A menor natural tem subtônica — um tom abaixo da tônica, sem atração. Para obter sensível na menor, eleva-se o 7º grau (menor harmônica ou menor melódica).
Os graus funcionam em músicas não ocidentais? Parcialmente. A harmonia funcional pressupõe um sistema temperado de 12 tons com tônica clara. Raga indiana, dastgah persa e maqam árabe organizam alturas por outros princípios (microtons, motivos característicos). É possível transcrever boa parte desses repertórios num mapa de 7 graus, mas os rótulos de "função" não passam limpos.
Por que o 4º grau se chama "subdominante"? Não porque esteja logo abaixo da dominante em número, mas porque está uma quinta justa abaixo da tônica — espelho da dominante, que está uma quinta justa acima. Essa simetria quinta-acima / quinta-abaixo é a base de toda a harmonia funcional.
Ferramentas Relacionadas
Gerador de escala musical
Gere as notas de escalas musicais (maior, menor, harmônica e blues) a partir de qualquer tônica. Útil para solos, improviso e estudo de teoria musical.
Gerador de Nomes
Gere nomes brasileiros aleatórios (masculino, feminino ou ambos) para testes de software e população de banco de dados.
Gerador de Escala de Trabalho (12x36, 6x1, 5x2)
Gera escalas 12x36, 6x1, 5x2 ou personalizadas para uma equipe, com calendário por pessoa, total de horas, alertas da CLT e exportação CSV e ICS.