Gerador de Senha
Crie senhas fortes e aleatórias com controle de comprimento, letras maiúsculas, números e símbolos. Gerado no navegador — nenhum dado sai do seu dispositivo.
O que é uma senha segura?
Uma senha forte deve ter no mínimo 12 caracteres e combinar letras maiúsculas, minúsculas, números e símbolos especiais. Evite palavras do dicionário, datas de nascimento, nomes próprios ou sequências previsíveis como "123456" ou "qwerty".
Quanto mais longa e aleatória, melhor: uma senha de 16 caracteres com todos os tipos de caractere levaria séculos para ser quebrada por força bruta. Use senhas únicas para cada serviço e armazene-as em um gerenciador de senhas.
Esta ferramenta gera senhas aleatórias diretamente no seu navegador, usando a API crypto.getRandomValues — nenhum dado é transmitido ou armazenado em servidores externos.
Segurança de senhas a fundo: entropia, ataques e defesas
Entropia: medida da força em bits
Entropia é a medida matemática de quão imprevisível uma senha é, expressa em bits. A fórmula é E = log2(R^L), onde R é o tamanho do alfabeto utilizado e L é o comprimento. Cada bit adicional dobra o número de combinações que o atacante precisa testar.
Referências práticas para senhas verdadeiramente aleatórias:
- Abaixo de 35 bits: fraca — cai em ataques online ou offline modestos.
- 36 a 59 bits: moderada — só aceitável com rate limiting e MFA.
- 60 a 79 bits: forte — adequada para contas comuns de usuário.
- 80 bits ou mais: muito forte — recomendada para cofres de senha, seeds de carteira e contas administrativas.
Uma senha de 12 caracteres usando os 94 símbolos ASCII imprimíveis chega a aproximadamente 78 bits de entropia. Aumente para 16 caracteres e atinge cerca de 105 bits — fora do alcance de qualquer ataque de força bruta realista contra um hash com salt adequado.
Tipos de ataque contra os quais você precisa se defender
- Força bruta: testa todas as combinações possíveis. Eficaz apenas contra segredos curtos ou de baixa entropia.
- Dicionário: testa wordlists, senhas vazadas e substituições óbvias (
S3nh@123,brasil2025). Devastador contra senhas escolhidas por humanos. - Credential stuffing: tentativas automatizadas com credenciais vazadas em outros sites. É por isso que reutilizar senha é catastrófico.
- Rainbow tables: tabelas pré-computadas de hash para texto. Mitigadas por salt por usuário, mas ainda relevantes contra dumps antigos de MD5/SHA-1 sem salt.
- Phishing: o usuário digita a senha em um site falso. Nenhum comprimento protege contra isso — apenas MFA e passkeys protegem.
Quão rápido uma GPU quebra um hash?
Um rig moderno de GPU calcula na ordem de 10 bilhões de hashes SHA-256 por segundo, e benchmarks de 2025 (com pilhas de RTX 5090) elevam ainda mais esse número. O custo depende do algoritmo de hash usado pelo serviço:
- Hashes rápidos (MD5, SHA-1, SHA-256 sem salt): uma senha aleatória de 8 caracteres cai em minutos; uma de 12 caracteres ainda cai em dias ou semanas.
- KDFs lentas (bcrypt, scrypt, Argon2id): o mesmo hardware cai para alguns milhares de tentativas por segundo, e mesmo uma senha de 10 caracteres resiste por anos a ataques offline.
O algoritmo de hash é controlado pelo serviço; o comprimento é controlado pelo usuário. Por isso o comprimento é a variável mais importante — uma senha aleatória de 16 caracteres é praticamente inquebrável hoje, independentemente do hash usado.
NIST SP 800-63B: diretrizes modernas
As diretrizes do NIST de 2017 (com a revisão 4 publicada em 2025) derrubaram décadas de recomendações ruins. As regras mais importantes:
- Comprimento é prioridade: pelo menos 15 caracteres para autenticação de fator único, com suporte a até 64.
- Sem regras obrigatórias de complexidade — nada de forçar mistura de maiúscula, minúscula, dígito e símbolo.
- Sem expiração periódica — a senha só muda quando há evidência de comprometimento.
- Sem perguntas de segurança (nome de solteira da mãe, primeiro pet) — são mais fracas que a própria senha.
- O sistema deve comparar a senha nova contra uma lista de senhas vazadas e comuns.
- Permitir colar e autopreenchimento por gerenciadores; aceitar todos os caracteres Unicode imprimíveis e espaços.
Passphrases: o modelo xkcd 936
A tirinha xkcd 936 popularizou a passphrase no estilo diceware: quatro palavras comuns escolhidas aleatoriamente, como cavalo-bateria-correto-grampo. Com uma lista de 2000 palavras, quatro palavras dão cerca de 44 bits de entropia — suficiente para uma conta protegida por MFA, mas limítrofe para uma master password. Acrescente uma quinta ou sexta palavra e você ultrapassa 55–65 bits sem perder a facilidade de memorizar. O segredo: as palavras precisam ser escolhidas por um processo aleatório, não por você.
Gerenciadores de senha: por que confiar em um
Um gerenciador de senhas gera e armazena uma senha longa e única para cada site, e você só precisa lembrar de uma master password forte. O conteúdo do cofre é cifrado com uma chave derivada da master por uma KDF lenta (Argon2 ou PBKDF2 com centenas de milhares de iterações), de modo que mesmo que o arquivo vaze o atacante não consegue forçar.
- Bitwarden: open source, plano grátis cobre dispositivos e itens ilimitados, self-hosting opcional.
- 1Password: UX polida, design com Secret Key + master password, escolha de região de armazenamento, auditado.
- KeePass / KeePassXC: totalmente offline, cofre em arquivo, sem nuvem, controle máximo mas você cuida da sincronização.
- Embutidos (Apple Senhas, Google Password Manager): gratuitos, integrados ao sistema, adequados para contas de baixo risco.
MFA e passkeys: além da senha
Um segundo fator transforma uma senha roubada em uma string inútil. Do mais fraco ao mais forte:
- Códigos por SMS: vulneráveis a SIM swap e ataques SS7 — use apenas se nada melhor estiver disponível.
- Apps TOTP (Google Authenticator, Authy, 2FAS): códigos baseados em tempo (RFC 6238), resistem a phishing só se o usuário notar a URL.
- Chaves de segurança em hardware (YubiKey, Titan): FIDO2/U2F, resistentes a phishing por design.
- Passkeys (WebAuthn): substituem a senha por um par de chaves vinculado ao dispositivo, sincronizado pelo keychain do sistema. O phishing deixa de ser ameaça porque o navegador verifica a origem antes de assinar.
Have I Been Pwned: checar vazamentos sem vazar
O serviço Pwned Passwords de Troy Hunt permite verificar se uma senha apareceu em algum vazamento público. A privacidade é preservada por k-anonymity: o navegador calcula SHA-1(senha) e envia apenas os 5 primeiros caracteres hexadecimais para api.pwnedpasswords.com/range/{prefixo}. O servidor responde com cerca de 800 sufixos de hash que começam com aquele prefixo, e o cliente verifica localmente se os 35 caracteres restantes aparecem na lista. O hash completo nunca sai do seu dispositivo.
FAQ
12 caracteres bastam? Se for realmente aleatória e única por site, sim — cerca de 78 bits de entropia, bem acima de qualquer ataque offline prático contra um hash com salt. Para master passwords e carteiras cripto, prefira 16+ caracteres ou passphrase de 5–6 palavras.
Devo trocar a senha a cada 90 dias? Não. O NIST proíbe explicitamente a rotação periódica forçada: ela leva o usuário a variações previsíveis (Verao2025! → Outono2025!). Troque apenas se houver evidência de comprometimento.
Símbolos são realmente necessários? Não estritamente. O comprimento importa mais que a variedade. Uma passphrase de 20 caracteres só com minúsculas é mais forte que uma de 10 cheia de símbolos. Use símbolos quando o site obrigar.
É seguro deixar o navegador salvar senhas? Os gerenciadores modernos do Chrome, Safari e Firefox cifram o cofre com as credenciais da conta do sistema e agora suportam sincronização de passkeys. Seguros para contas de baixo risco; para banco e e-mail prefira um gerenciador dedicado com master password própria.
E se eu não conseguir memorizar uma master password longa? Use uma passphrase diceware de 5–7 palavras: alta entropia e mais fácil de lembrar que uma string aleatória. Escreva no papel, guarde em local seguro em casa, e nunca digitalize fora do próprio cofre.
Por que vale a pena gerar a senha aqui
Boa parte das contas invadidas não cai por causa de algum ataque sofisticado. Cai por senha curta, repetida em vários sites ou fácil de chutar. O gerador ataca o problema na origem. Em vez de você inventar mais uma variação de "joao123", ele monta uma sequência realmente aleatória, sem padrão que uma pessoa ou um programa de força bruta consiga prever.
Você define o comprimento e marca os conjuntos de caracteres que entram na conta: maiúsculas, minúsculas, números e símbolos. Para o que importa de verdade (e-mail principal, banco), passe dos 16 caracteres e deixe todos os tipos ligados. Já uma senha que você digita à mão de vez em quando pode ser um pouco mais curta, desde que continue aleatória.
A geração é toda local, usando a API criptográfica do próprio dispositivo, então nenhuma senha viaja pela internet nem fica guardada num servidor. Fechou a aba, ela some. Use junto com um gerenciador de senhas decente e você não precisa decorar nenhuma.
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