Vazão de Ventilação por Diluição
Calcula a vazão de ar necessária para diluir um contaminante, Q = (G × K) ÷ C, a partir da taxa de geração do contaminante G, de um fator de segurança/mistura K e da concentração limite admissível C. O resultado, na unidade de vazão coerente, é o volume de ar limpo que deve ser insuflado/exaurido para manter a concentração do contaminante abaixo do limite de tolerância na zona respiratória. A ventilação geral por diluição é indicada para contaminantes de baixa toxicidade e geração difusa; o fator K corrige a mistura imperfeita do ar. Informe a taxa de geração, o fator de segurança e a concentração limite.
Resultado
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Vazão de ventilação por diluição
A ventilação geral por diluição controla contaminantes do ar misturando o ar contaminado com grandes volumes de ar limpo, reduzindo a concentração a níveis seguros. A vazão de ar necessária é Q = (G × K) ÷ C, onde G é a taxa de geração do contaminante (massa por tempo), C é a concentração limite admissível (o limite de tolerância, abaixo do qual a exposição é segura) e K é um fator de segurança e mistura (tipicamente de 3 a 10) que corrige o fato de o ar nunca se misturar perfeitamente — há zonas mortas, e o trabalhador pode estar perto da fonte, onde a concentração é maior que a média. A lógica é direta: quanto mais contaminante gerado, maior a vazão; quanto menor o limite tolerável (substância mais tóxica), maior a vazão. A diluição é apropriada para contaminantes de baixa toxicidade, gerados de forma difusa (não concentrada num ponto) e a taxa uniforme — como vapores de solventes em baixa concentração ou calor. Para contaminantes tóxicos ou gerados em pontos definidos, ela é inadequada (exigiria vazões enormes e ainda exporia quem está perto da fonte): nesses casos usa-se ventilação local exaustora, que captura o contaminante na origem. Informe a taxa de geração, o fator de segurança e a concentração limite.
Ferramentas Relacionadas
Dose de Ruído (NR-15)
Calcula a dose de ruído ocupacional, D = (C ÷ T) × 100%, dividindo o tempo de exposição efetivo C pelo tempo máximo permitido T para o nível de ruído medido e multiplicando por 100. O resultado, em %, indica quanto da exposição diária máxima permitida o trabalhador acumulou: 100% corresponde ao limite de tolerância (no Brasil, 85 dB(A) para 8 horas, com fator de dobra q=5). Doses acima de 100% exigem medidas de controle e indicam risco de perda auditiva induzida por ruído (PAIR). Para vários níveis, somam-se as parcelas C/T. Informe o tempo de exposição e o tempo máximo permitido.
Tempo Máximo de Exposição a Ruído
Calcula o tempo máximo diário permitido de exposição a um nível de ruído, T = 8 ÷ 2^((NPS − 85) ÷ 5), a partir do nível de pressão sonora NPS (dB(A)). O resultado, em horas, é a duração máxima de exposição antes de atingir a dose de 100%, segundo a NR-15 brasileira (limite de 85 dB(A) para 8 h, com incremento de duplicação de dose q=5 dB). A cada 5 dB acima de 85, o tempo permitido cai pela metade: 90 dB(A) permitem 4 h, 95 dB(A) apenas 2 h. É a base do cálculo de dose e do planejamento de rodízio e pausas. Informe o nível de pressão sonora.
Nível de Exposição Normalizado (NEN)
Calcula o nível de exposição normalizado (NEN) para 8 horas, NEN = NE + 10·log₁₀(t ÷ 480), a partir do nível de exposição medido NE (dB(A)) e do tempo real de exposição t (minutos). O resultado, em dB(A), converte uma exposição de duração qualquer no nível equivalente que produziria a mesma dose em uma jornada padrão de 8 horas (480 min), permitindo comparar diretamente com o limite de tolerância e o nível de ação. É a grandeza usada pela norma de higiene ocupacional NHO-01 para avaliar a exposição a ruído contínuo ou intermitente. Informe o nível medido e o tempo de exposição.
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