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Tempo de Evacuação

Estima o tempo de evacuação de um ambiente, t = N ÷ (F × largura), dividindo o número de ocupantes N pelo produto do fluxo específico de pessoas F (pessoas por minuto por metro) pela largura total das saídas (m). O resultado, em minutos, é o tempo de movimento para que todos atravessem as saídas — componente do tempo total de abandono usado no projeto de rotas de fuga e na verificação de segurança contra incêndio. Larguras de saída e fluxos adequados garantem que a evacuação ocorra antes que as condições se tornem insustentáveis. Informe o número de ocupantes, o fluxo específico e a largura das saídas.

Resultado

Tempo de evacuação

Em segurança contra incêndio, a regra de ouro é que o tempo disponível para escape (até as condições ficarem insustentáveis por fumaça, calor ou gases) seja maior que o tempo necessário para todos saírem. Este cálculo estima a parcela de movimento do tempo necessário: t = N ÷ (F × largura), o número de ocupantes N dividido pela capacidade de escoamento das saídas, que é o fluxo específico F (pessoas por minuto por metro de largura) vezes a largura total das saídas. O resultado, em minutos, é quanto tempo a multidão leva para atravessar as portas/escadas, supondo fluxo contínuo. O fluxo específico típico em circulação horizontal é da ordem de 40–80 pessoas/min/m, caindo em escadas (onde o movimento é mais lento). Note que o tempo total de abandono inclui ainda o tempo de detecção e alarme, o tempo de pré-movimento (as pessoas reconhecerem a ameaça e decidirem agir — muitas vezes o maior componente!) e o tempo de deslocamento até as saídas. Este cálculo isola o gargalo das saídas: se o tempo der alto, é sinal de que as saídas são estreitas demais para a lotação — é preciso alargá-las ou criar saídas adicionais. Informe o número de ocupantes, o fluxo específico e a largura das saídas.

Ferramentas Relacionadas

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Largura de Saída de Emergência

Calcula a largura necessária de uma saída de emergência, L = (população ÷ capacidade da unidade) × 0,55, dividindo a população a ser escoada pela capacidade de pessoas por unidade de passagem e multiplicando pela largura de uma unidade (0,55 m). O resultado, em metros, dimensiona portas, corredores, escadas e rampas das rotas de fuga conforme o critério de unidades de passagem das normas brasileiras de segurança contra incêndio. A capacidade por unidade varia com o tipo de saída (porta, escada, rampa) e a ocupação. Informe a população e a capacidade por unidade de passagem.

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Vazão da Pluma de Fumaça

Calcula a vazão mássica da pluma de fumaça de um incêndio pela correlação de Heskestad, ṁ = 0,071·Q̇_c^(1/3)·z^(5/3), a partir da parcela convectiva da taxa de liberação de calor Q̇_c (kW) e da altura acima da base do fogo z (m). O resultado, em kg/s, é a quantidade de gases quentes e fumaça que sobem e se acumulam, governando o dimensionamento de sistemas de controle e exaustão de fumaça (extração mecânica ou natural) que mantêm uma camada livre de fumaça para a evacuação segura. A vazão cresce fortemente com a altura. Informe a parcela convectiva do calor e a altura.

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Carga de Incêndio Específica

Calcula a carga de incêndio específica de um ambiente, q = (massa × PCI) ÷ área, dividindo a energia total dos materiais combustíveis (massa × poder calorífico inferior) pela área do piso. O resultado, em MJ/m², representa a quantidade de calor que seria liberada por unidade de área se todo o material queimasse — o parâmetro que classifica o risco de incêndio de uma edificação e define exigências de proteção (TRRF, saídas, sprinklers) nas normas e instruções técnicas dos corpos de bombeiros. Quanto maior a carga de incêndio, mais severo o incêndio potencial. Informe a massa de combustível, o poder calorífico e a área.

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