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Pressão de Vapor — Clausius-Clapeyron

Estime P2 pela equação simplificada de Clausius-Clapeyron a partir de P1, T1, T2 e ΔHvap (J/mol).

P2 (kPa)

Clausius-Clapeyron: ln(P₂/P₁) = −(ΔH_vap/R)·(1/T₂ − 1/T₁)

A equação de Clausius-Clapeyron amarra a pressão de vapor de um líquido à temperatura por meio da entalpia de vaporização: ln(P₂/P₁) = −(ΔH_vap/R)·(1/T₂ − 1/T₁), com R = 8,314 J/(mol·K) e temperaturas em kelvin. Tendo um ponto de referência (P₁, T₁) e o ΔH_vap, dá para prever a pressão de vapor em qualquer outra temperatura T₂. Veja a água: ΔH_vap ≈ 40,7 kJ/mol e, no ponto de ebulição T = 373 K, P = 101325 Pa. Jogue T = 298 K (25°C) na equação e o resultado é P_vap ≈ 3,17 kPa, bem perto do valor medido. Como a pressão de vapor cai de forma exponencial quando a temperatura abaixa, uma poça que leva dias para secar no inverno some em minutos no verão.

Aplicações

Ela aparece na meteorologia (umidade relativa, ponto de orvalho, formação de nuvens, neblina e chuva), nas simulações CFD com mudança de fase e na liofilização (freeze-drying) da indústria farmacêutica e alimentícia, onde vácuo e frio atuam juntos para sublimar a água. Também entra no projeto de colunas de destilação (alambiques, refinarias), nos ajustes de cozimento em altitude (a água ferve a 93°C em Bogotá e perto de 88°C na base do Everest) e na escolha de fluidos refrigerantes em HVAC.

Perguntas frequentes

O ΔH_vap muda com a temperatura? Muda um pouco. A equação considera o ΔH_vap constante, o que serve bem em faixas curtas de temperatura. Quando você se afasta bastante do ponto de referência, vale recorrer a formas mais precisas, como Antoine ou Wagner.

Por que usar kelvin? O termo 1/T só faz sentido numa escala absoluta. Com Celsius, você esbarraria em divisão por zero ou recíprocos negativos, e a fórmula desanda.

Posso usar para sólidos (sublimação)? Pode. Basta trocar o ΔH_vap pelo ΔH_sub. A mesma forma dá conta de gelo seco, iodo e bolinhas de naftalina.

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