Frequência Natural de Vão de Correia
Calcula a frequência natural de vibração do vão livre de uma correia, f_n = (1 ÷ (2·L))·√(T/m), a partir do comprimento do vão livre L (m, a distância entre as polias), da tração na correia T (N) e da massa por unidade de comprimento m (kg/m). O vão livre de uma correia, entre duas polias, comporta-se como uma CORDA esticada (como a de um violão): quando perturbado, vibra a uma frequência natural que depende da sua tração e da sua massa. Quanto MAIOR a tração, MAIOR a frequência (corda mais esticada, som mais agudo); quanto maior a massa por metro, menor a frequência. Essa relação é a base de um método engenhoso e muito usado para MEDIR a tração de correias em campo: o tensiômetro SÔNICO (ou de frequência) — o técnico dá um 'tapa' na correia para fazê-la vibrar, e um sensor (ou aplicativo de celular) mede a frequência do som; conhecendo o comprimento do vão e a massa da correia, calcula-se a tração de volta (invertendo a fórmula). É muito mais prático e preciso que os métodos antigos de medir a deflexão sob uma força. Manter a tração correta é essencial: correia frouxa escorrega (perde potência, aquece, desgasta) e correia tensa demais sobrecarrega os mancais e reduz a vida da correia. Informe o comprimento do vão, a tração e a massa por unidade de comprimento.
Resultado
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Frequência natural de vão de correia
A frequência natural de vibração do vão livre de uma correia é f_n = (1 ÷ (2·L))·√(T/m), a partir do comprimento do vão livre L (a distância entre as polias), da tração na correia T e da massa por unidade de comprimento m. O vão livre de uma correia, entre duas polias, comporta-se como uma corda esticada (como a de um violão): quando perturbado, vibra a uma frequência natural que depende da sua tração e da sua massa. Quanto maior a tração, maior a frequência (corda mais esticada, som mais agudo); quanto maior a massa por metro, menor a frequência. Essa relação é a base de um método engenhoso e muito usado para medir a tração de correias em campo: o tensiômetro sônico (ou de frequência) — o técnico dá um 'tapa' na correia para fazê-la vibrar, e um sensor (ou aplicativo de celular) mede a frequência do som; conhecendo o comprimento do vão e a massa da correia, calcula-se a tração de volta (invertendo a fórmula). É muito mais prático e preciso que os métodos antigos de medir a deflexão sob uma força. Manter a tração correta é essencial: correia frouxa escorrega (perde potência, aquece, desgasta) e correia tensa demais sobrecarrega os mancais e reduz a vida da correia. Informe o comprimento do vão, a tração e a massa por unidade de comprimento.
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Tração Máxima da Correia
Calcula a tração máxima (no lado tenso) de uma correia, T₁ = T_e·r ÷ (r − 1), a partir da tração efetiva T_e = T₁ − T₂ (a força que transmite potência, N) e da relação de tensões r = T₁/T₂ (no limite do escorregamento). Conhecida a força que a correia precisa transmitir (a tração efetiva, derivada da potência e da velocidade) e a relação máxima de tensões que a correia suporta antes de escorregar (que vem do atrito, do abraçamento e, em correias em V, do efeito de cunha), pode-se calcular as trações individuais nos dois lados. A tração máxima T₁ (no lado tenso) é a maior, e é ela que DIMENSIONA a resistência da correia (que não pode romper) e a carga sobre os MANCAIS e os eixos das polias (que sofrem a soma das trações dos dois lados, fletindo o eixo). Conhecer T₁ é essencial para: verificar se a correia resiste (comparando com sua resistência à tração), dimensionar os mancais para a carga radial imposta pela correia (que pode ser significativa e reduz a vida dos rolamentos), e ajustar a tração de instalação correta. Quanto MENOR a relação de tensões r (pior atrito, menor abraçamento), MAIOR a tração T₁ necessária para a mesma potência — daí a vantagem das correias em V (alto r) em reduzir as cargas. Informe a tração efetiva e a relação de tensões.
Tração de Instalação da Correia
Calcula a tração de instalação (estática) de uma correia, T_i = (T₁ + T₂) ÷ 2, a partir das trações no lado tenso T₁ e no lado frouxo T₂ (N). A tração de instalação é a tração INICIAL aplicada à correia ao montá-la (com a máquina parada), tensionando-a entre as polias — é a média das trações que existirão nos dois lados durante a operação. Ajustar corretamente essa tração inicial é uma das tarefas de manutenção mais importantes e mais negligenciadas em transmissões por correia: uma correia FROUXA (pouca tração) escorrega sob carga — perde potência, gera calor, desgasta-se rapidamente e pode até queimar; uma correia TENSA DEMAIS (muita tração) sobrecarrega os mancais e os eixos (reduzindo drasticamente a vida dos rolamentos), estica e fadiga a correia, e desperdiça energia. A tração de instalação correta é aquela que, sob a carga de operação, mantém o lado frouxo com tração suficiente para não escorregar, sem exagerar no lado tenso. Na prática, mede-se a tração de instalação pela deflexão da correia sob uma força padrão, ou pela frequência natural do vão (tensiômetro sônico). A tração se 'acomoda' nas primeiras horas (a correia nova estica), por isso recomenda-se re-tensionar após o período de amaciamento. Informe as trações nos lados tenso e frouxo.
Potência Transmitida por Correia
Calcula a potência transmitida por uma correia, P = (T₁ − T₂)·v, a partir da tração no lado tenso T₁ (N), da tração no lado frouxo T₂ (N) e da velocidade da correia v (m/s). Em uma transmissão por correia, a polia motora arrasta a correia por atrito, criando uma DIFERENÇA de tração entre os dois lados: o lado que 'puxa' (lado tenso, T₁) fica mais tracionado que o lado que 'segue' (lado frouxo, T₂). Essa diferença (T₁ − T₂), chamada tração efetiva ou força tangencial, é a força líquida que de fato transmite o movimento; multiplicada pela velocidade da correia, dá a POTÊNCIA transmitida. Quanto maior a diferença de tração que a correia consegue suportar sem escorregar (que depende do atrito, do ângulo de abraçamento e, em correias em V, do efeito de cunha das paredes da polia), maior a potência transmissível. A potência também cresce com a velocidade da correia — por isso transmissões de alta potência usam polias grandes e correias rápidas (até um limite, pois a tração centrífuga reduz o atrito disponível em velocidades muito altas). Este cálculo é central no dimensionamento de transmissões por correia, presentes em quase toda máquina rotativa: motores, ventiladores, bombas, compressores, máquinas-ferramenta e veículos. Informe as trações nos lados tenso e frouxo e a velocidade da correia.
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