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Distancia do relampago pelo trovao em segundos

Descubra a que distância caiu um raio contando os segundos entre o relâmpago e o trovão. O som leva cerca de 3 segundos para percorrer 1 km.

Estimando a distância do raio pelo atraso do trovão

A luz chega praticamente na hora (300.000 km/s). O som é bem mais lento, perto de 343 m/s no ar a 20 °C. Então, se você contar os segundos entre o clarão e o estrondo, já tem uma boa estimativa de onde a descarga caiu: d (km) = t (s) / 3. Um intervalo de 9 segundos coloca o raio a uns 3 km. Quer o resultado em milhas? Aí é dividir por 5.

Já se registraram raios nuvem-solo a até 16 km da tempestade que os gerou, os famosos “raios do céu azul”. Por isso, qualquer intervalo abaixo de 30 segundos (~10 km) já coloca você em zona de risco. O INPE/ELAT e o NOAA apontam para a mesma regra 30/30. Procure abrigo assim que o intervalo clarão-trovão cair abaixo de 30 segundos, e só volte 30 minutos depois do último trovão que você conseguir ouvir.

Aplicações

Trilheiros, banhistas, árbitros de esportes ao ar livre, equipes de obra e produtores rurais usam esse tipo de conta para decidir a hora de se abrigar. A regra também aparece no treinamento de observadores de tempestades (SKYWARN, divulgação do INPE/ELAT), como forma de medir a distância da célula antes de o radar chegar, e nas aulas de física como demonstração prática da velocidade do som.

Perguntas frequentes

Quão precisa é a regra dos 3 segundos por quilômetro? A regra parte de uma velocidade do som de ~343 m/s. No ar frio ela cai um pouco (~331 m/s a 0 °C), e vento, relevo e umidade podem mexer no tempo de chegada em 5-15%. Para decidir se vale procurar abrigo, isso está bem dentro da margem que você precisa.

E se eu não escutar trovão algum? Acima de uns 16 km o trovão costuma deixar de ser ouvido. Quando você vê o clarão lá longe mas não ouve nada (os tais “raios de calor”), encare como um sinal para acompanhar para onde a tempestade está indo.

Quão perigosos são os raios no Brasil? Nenhum país leva tantos raios quanto o Brasil. O INPE/ELAT contabiliza cerca de 78 milhões por ano, e os raios matam por volta de 80 pessoas anualmente. Os piores lugares para ser pego são campos abertos, espelhos d’água e árvores isoladas.

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