Calculadora de Corrente de Curto-Circuito
Estima corrente de curto-circuito monofásico simétrico em pontos baixos da rede pela impedância de transformador e cabo.
—
Corrente de curto-circuito (Icc)
Em qualquer ponto do circuito, a corrente de curto-circuito simétrica sai de Icc = V / Z, em que Z é a impedância equivalente do trafo, dos cabos e dos barramentos somados. Veja um trafo de 500 kVA em 440 V com Z = 5%: isso dá Icc ≈ 13,1 kA no secundário. O disjuntor que fica a jusante precisa de capacidade de interrupção Icu ≥ Icc no ponto em que é instalado. Sem isso, ele pode soldar fechado durante a falta e não conseguir abrir o circuito.
Aplicações e normas
O cálculo serve para dimensionar disjuntores e fusíveis, alimenta o projeto de painéis CCM industriais e sistemas FV grid-tie e ainda permite conferir se cabos e barramentos aguentam o esforço dinâmico e térmico de uma falta. No Brasil as normas são a NBR 14039, para média tensão, e a NBR 5410, para baixa tensão. A referência internacional é a IEC 60909, que trata do cálculo de curto-circuito em sistemas CA trifásicos.
Perguntas frequentes
Por que incluir a impedância dos cabos? Os cabos somam-se a Z, o que derruba a Icc conforme você avança a jusante. Se deixá-los de fora, a corrente de falta nos quadros mais distantes acaba superestimada.
Qual a diferença entre Icu e Ics? A Icu é a capacidade última de interrupção, o máximo que o disjuntor consegue cortar. A Ics é a de serviço, em geral entre 25% e 100% da Icu, e depois de interromper uma falta nesse nível o disjuntor segue operando normalmente.
Essa calculadora basta para o projeto? Não, encare como uma primeira estimativa. O projeto final precisa seguir a IEC 60909, com a rede modelada por inteiro e a contribuição de cada fonte considerada, da concessionária aos motores e geradores.
Ferramentas Relacionadas
Calculadora de Custo de Substituicao de Bateria de Eletrico
Estima o custo amortizado anual da substituicao da bateria de um veiculo eletrico.
Ondulação de Corrente no Indutor
Calcula a ondulação (ripple) de corrente no indutor de um conversor buck, ΔI_L = (V_in × D) ÷ (L × f), a partir da tensão de entrada V_in, do ciclo de trabalho D, da indutância L e da frequência de chaveamento f. O resultado, em amperes, é a variação pico a pico da corrente no indutor durante cada ciclo. É um parâmetro central de projeto: ondulação típica de 20-40% da corrente média é um bom compromisso. Indutância e frequência maiores reduzem o ripple (indutor maior, mais caro; frequência maior, mais perdas de chaveamento). Define também o limite entre condução contínua e descontínua. Informe a tensão, o ciclo de trabalho, a indutância e a frequência.
Corrente Eficaz de Onda Quadrada
Calcula o valor eficaz (RMS) da corrente de uma onda quadrada pulsante, I_rms = I_p × √D, a partir da corrente de pico I_p e do ciclo de trabalho D (fração do período em que a corrente flui). O resultado, em amperes, é a corrente eficaz que determina o aquecimento real (perdas I²R) de um componente que conduz em pulsos — como um transistor ou enrolamento em um conversor chaveado. Diferente do valor médio, o RMS é o que importa para dimensionar condutores, resistências e dissipação. Quanto menor o ciclo de trabalho, menor o RMS para a mesma corrente de pico. Informe a corrente de pico e o ciclo de trabalho.
Os resultados desta ferramenta têm caráter apenas informativo e educativo e não constituem aconselhamento profissional, financeiro, médico, jurídico, tributário ou contábil. Confirme decisões importantes com um profissional qualificado e fontes oficiais.