Comprimento do Ressalto Hidráulico
Estima o comprimento de um ressalto hidráulico, L ≈ 6,9·(y₂ − y₁), pela fórmula empírica clássica, a partir das profundidades conjugadas de montante y₁ e de jusante y₂. Diferente das alturas conjugadas (que vêm da quantidade de movimento), o comprimento do ressalto é um valor empírico, obtido de ensaios de laboratório, pois o ressalto não tem um fim matematicamente nítido — define-se seu comprimento como a distância da face de montante até o ponto onde a superfície se estabiliza. Várias fórmulas existem (Smetana ≈ 6(y₂−y₁), USBR em função de Fr, Elevatorski ≈ 6,9(y₂−y₁)); todas dão a ordem de grandeza necessária para o projeto. O comprimento do ressalto é o parâmetro que define o tamanho da bacia de dissipação a jusante de um vertedouro: a bacia precisa ser longa o suficiente para conter todo o ressalto, garantindo que a dissipação de energia se complete dentro da estrutura revestida (de concreto resistente à erosão) antes de a água retornar ao leito natural do rio. Subdimensionar a bacia joga o fim do ressalto — ainda turbulento e erosivo — sobre o leito desprotegido. Informe as profundidades conjugadas de montante e de jusante.
Resultado
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Comprimento do ressalto hidráulico
Quanto comprido é um ressalto hidráulico? Uma estimativa clássica é L ≈ 6,9·(y₂ − y₁), a partir das profundidades conjugadas de montante y₁ e de jusante y₂. Diferente das alturas conjugadas (que saem da física da quantidade de movimento), o comprimento do ressalto é empírico, obtido de ensaios de laboratório — porque o ressalto não tem um fim matematicamente nítido: define-se seu comprimento como a distância da face de montante até onde a superfície da água se estabiliza. Existem várias fórmulas (Smetana ≈ 6(y₂−y₁), USBR em função do Froude, Elevatorski ≈ 6,9(y₂−y₁)), todas dando a mesma ordem de grandeza. Esse comprimento é o que dimensiona o tamanho da bacia de dissipação a jusante de um vertedouro: a bacia precisa ser longa o bastante para conter todo o ressalto, garantindo que a dissipação de energia se complete dentro da estrutura revestida de concreto resistente à erosão, antes de a água voltar ao leito natural. Subdimensionar a bacia é um erro perigoso e caro: joga o fim do ressalto — ainda turbulento e erosivo — sobre o leito desprotegido a jusante, escavando uma fossa que pode progredir até descalçar a estrutura. Blocos de impacto e soleiras terminais ajudam a encurtar e fixar o ressalto, permitindo bacias menores. Informe as profundidades conjugadas de montante e de jusante.
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Energia Dissipada no Ressalto Hidráulico
Calcula a energia específica dissipada em um ressalto hidráulico, ΔE = (y₂ − y₁)³ ÷ (4·y₁·y₂), a partir das profundidades conjugadas de montante y₁ (supercrítica) e jusante y₂ (subcrítica). O ressalto hidráulico é um dos dissipadores de energia mais eficientes da engenharia hidráulica: a turbulência intensa na transição entre os regimes rápido e lento converte energia cinética em calor e som, removendo o excesso de energia do escoamento. Essa perda de carga ΔE é exatamente o que se busca a jusante de vertedouros, comportas e descargas de fundo de barragens — a água chega com energia altíssima (capaz de escavar o leito do rio e comprometer a fundação da estrutura), e a bacia de dissipação induz o ressalto para 'queimar' essa energia de forma controlada, devolvendo ao rio um escoamento manso. Quanto maior o número de Froude incidente (maior a diferença entre y₁ e y₂), maior a fração de energia dissipada — ressaltos com Fr > 9 chegam a dissipar 85% da energia. Informe as profundidades conjugadas de montante e de jusante.
Altura Conjugada do Ressalto Hidráulico
Calcula a altura conjugada (profundidade sequente) a jusante de um ressalto hidráulico, y₂ = (y₁/2)·(√(1 + 8·Fr₁²) − 1), a partir da profundidade de montante y₁ (regime rápido/supercrítico) e do número de Froude do escoamento incidente Fr₁. O ressalto hidráulico é a transição abrupta de um escoamento rápido e raso (supercrítico, Fr > 1) para um escoamento lento e profundo (subcrítico, Fr < 1), com forte turbulência e dissipação de energia. Essa equação, deduzida da conservação da quantidade de movimento (a equação das alturas conjugadas, ou de Bélanger), é a base do projeto de bacias de dissipação a jusante de vertedouros e comportas: a água que desce o vertedouro chega com altíssima velocidade (supercrítica) e precisa ser desacelerada antes de retornar ao rio, sob pena de erosão catastrófica do leito. A altura conjugada y₂ define a profundidade necessária da bacia (ou a submergência do ressalto) para que ele ocorra na posição correta e estável. Informe a profundidade de montante e o número de Froude.
Vazão de Vertedouro (Creager/Ogee)
Calcula a vazão sobre um vertedouro de soleira espessa tipo Creager/ogee de barragem, Q = C·L·H^1,5, a partir do coeficiente de descarga C (tipicamente 2,0 a 2,2 no SI para perfis ogee bem projetados), do comprimento da soleira L (m) e da carga hidráulica H sobre a crista (m). O vertedouro (extravasor) é o órgão de segurança mais crítico de uma barragem: é por ele que as cheias são liberadas com segurança, evitando o galgamento (overtopping) do barramento — a principal causa de ruptura de barragens. O perfil Creager/ogee tem a forma da face inferior de uma lâmina vertente livre, o que maximiza a descarga e mantém a pressão sobre a soleira próxima da atmosférica (evitando cavitação). O coeficiente C já incorpora a aceleração da gravidade e os efeitos de aproximação, sendo maior que o de um vertedor retangular de soleira delgada. O dimensionamento do vertedouro parte da cheia de projeto (frequentemente a cheia decamilenar ou a PMF — cheia máxima provável) e define o comprimento da soleira necessário. Informe o coeficiente de descarga, o comprimento da soleira e a carga hidráulica.
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