Área Molhada do Casco
Estima a área da superfície molhada do casco pela fórmula de Denny, S = 1,7·L·T + ∇/T, a partir do comprimento (L), do calado (T) e do volume deslocado (∇). A superfície molhada é o que gera a resistência friccional — a maior parcela do arrasto em baixas velocidades — e baliza o cálculo de potência e a área a ser pintada com tinta anti-incrustante. Informe o comprimento, o calado e o volume deslocado.
Resultado
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Área molhada do casco
A superfície molhada — toda a área do casco em contato com a água — é o que gera a resistência friccional, a maior parcela do arrasto em velocidades baixas e médias. Calculá-la exatamente exige a geometria 3D do casco, mas a fórmula de Denny dá uma boa estimativa a partir de três números: S = 1,7·L·T + ∇/T, combinando a área dos costados (≈ comprimento × calado) com um termo de fundo ligado ao volume. O resultado alimenta o cálculo de potência (quanto maior a área, mais atrito) e estima a quantidade de tinta anti-incrustante para a obra viva. Informe o comprimento, o calado e o volume deslocado.
Ferramentas Relacionadas
Coeficiente Prismático (Cp)
Calcula o coeficiente prismático (Cp) de um casco, Cp = ∇/(Am·L), a razão entre o volume deslocado e o de um prisma com a área da seção mestra (Am) ao longo de todo o comprimento. Indica como o volume se distribui longitudinalmente: Cp baixo concentra volume no meio (bom para baixas velocidades), Cp alto distribui para as pontas (melhor em altas). É decisivo no projeto da resistência ao avanço. Informe o volume deslocado, a área da seção mestra e o comprimento.
Coeficiente de Bloco (Cb)
Calcula o coeficiente de bloco (Cb) de um navio, Cb = ∇/(L·B·T), a razão entre o volume de carena (deslocado) e o do paralelepípedo que o envolve (comprimento × boca × calado). Mede o quanto o casco é 'cheio': navios de carga lentos têm Cb alto (~0,8); embarcações rápidas e finas, Cb baixo (~0,5). É um dos parâmetros centrais da arquitetura naval. Informe o volume deslocado, o comprimento, a boca e o calado.
Tensão de Tração em Parafuso
Calcula a tensão de tração em um parafuso, σ = F_b ÷ A_t, a partir da força total de tração no parafuso F_b (N) e da área de tensão A_t (mm²). É a verificação básica de resistência de um parafuso tracionado: a tensão atuante (força dividida pela área resistente) deve ser menor que a resistência do material com margem de segurança. A força F_b é a carga total que o parafuso suporta — em uma junta pré-carregada, é a pré-carga mais a parcela da carga externa que chega ao parafuso (F_i + C·P). A tensão resultante é comparada com a tensão de prova S_p (o limite até onde o parafuso pode ser carregado sem deformação permanente — tipicamente 85-90% do escoamento) ou com a resistência última, conforme o critério. A classe de resistência do parafuso (gravada na cabeça: 8.8, 10.9, 12.9 em métricos; ou graus SAE 2, 5, 8) define essas tensões admissíveis — um parafuso classe 8.8 tem tensão de prova de 580-600 MPa, um 12.9 chega a ~970 MPa. Verificar que σ não excede o admissível, considerando a pré-carga e a carga de serviço, é essencial: parafusos sobrecarregados escoam (perdem a pré-carga) ou rompem. Junto com a verificação de fadiga e de separação, define a segurança da união tracionada. Informe a força total no parafuso e a área de tensão.
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