Alongamento Percentual
Calcula o alongamento percentual, A% = (L_f − L₀) ÷ L₀ × 100%, a partir do comprimento inicial L₀ e do comprimento final L_f medido após a ruptura no ensaio de tração (reaproximando as duas metades do corpo de prova). O resultado, em %, é uma medida direta da ductilidade do material — quanto ele se alonga antes de romper. Aços dúcteis chegam a 20–40%; materiais frágeis, a poucos por cento. O alongamento depende do comprimento de medida adotado, por isso ele é sempre informado junto (ex.: A% em 50 mm). Informe os comprimentos inicial e final.
Resultado
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Alongamento percentual
O alongamento percentual é a medida mais direta e intuitiva da ductilidade de um material — o quanto ele consegue se esticar antes de romper. Calcula-se a partir do ensaio de tração: marca-se um comprimento de referência (gauge length) L₀ no corpo de prova antes do ensaio; depois da ruptura, as duas metades são reaproximadas e mede-se o comprimento final L_f entre as marcas. O alongamento é A% = (L_f − L₀) ÷ L₀ × 100%. Materiais dúcteis, como aços de baixo carbono e alumínio recozido, alongam-se 20–40%; materiais frágeis, como ferros fundidos e cerâmicas, rompem com pouquíssima deformação (1–2% ou menos). Um detalhe importante: o alongamento depende do comprimento de medida usado, porque a deformação se concentra na região da estricção (o 'pescoço' onde a peça afina antes de romper). Em corpos de prova curtos, essa deformação localizada pesa mais no percentual; em corpos longos, dilui-se. Por isso o alongamento é sempre informado junto com o gauge — por exemplo, 'A% = 25% em 50 mm'. Comparações só fazem sentido para o mesmo comprimento de referência. Informe os comprimentos inicial e final.
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Deformação Verdadeira
Calcula a deformação verdadeira (logarítmica), ε = ln(1 + e), a partir da deformação de engenharia e (adimensional ou em fração). Enquanto a deformação de engenharia usa o comprimento inicial como referência fixa, a deformação verdadeira integra as variações instantâneas de comprimento, sendo aditiva e mais adequada para grandes deformações plásticas, como em conformação mecânica (laminação, extrusão, trefilação). O resultado é a deformação real acumulada pelo material. Para pequenas deformações, ε ≈ e; a diferença cresce conforme a deformação aumenta. Informe a deformação de engenharia.
Tensão Verdadeira
Calcula a tensão verdadeira, σ_v = s × (1 + e), a partir da tensão de engenharia s (MPa) e da deformação de engenharia e. A tensão de engenharia usa a área inicial do corpo de prova, mas durante o ensaio de tração a seção real diminui; a tensão verdadeira corrige isso usando a área instantânea (assumindo volume constante na região uniforme), resultando sempre em valor maior que a de engenharia. É essencial para construir a curva tensão-deformação real e modelar o encruamento (σ = K·εⁿ). O resultado vem na mesma unidade da tensão de entrada. Informe a tensão de engenharia e a deformação de engenharia.
Resistência à Tração por Dureza Brinell
Estima a resistência à tração (Rm) de um aço-carbono a partir da dureza Brinell, Rm ≈ 3,45·HB, em MPa. Há uma correlação empírica notavelmente robusta entre dureza e resistência nos aços, o que permite estimar a resistência por um ensaio de dureza — rápido, barato e quase não destrutivo — em vez do ensaio de tração. Útil em inspeção e controle de qualidade. Informe a dureza Brinell (HB).
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